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A importância do folclore na formação educacional das crianças

A importância do folclore na formação educacional das crianças

O folclore é um acervo cultural no qual, a partir dele, podem-se compreender as crenças e valores instituídos em determinado grupo social. A criança, quando aprende lendas, músicas, entre outras formas de folclore, está também conhecendo o passado e presente de um povo.
O folclore é tradição, é a linguagem cultural, é a maneira de agir, pensar e sentir de um povo ou grupo com as qualidades ou atributos que lhe são inerentes, seja qual for o lugar onde se situa o tempo e a cultura. Não é apenas o passado, ele é vivo e está ligado à nossa vida de um jeito muito forte. Por isso, é tão importante conhecê-lo.
O estudo do folclore é necessário para manter a tradição de um povo, uma cultura que serve como fonte de conhecimento das nossas origens. Quando abordamos esse assunto, explicando seu sentido, isso faz com que o indivíduo construa uma base cultural, que dará suporte para entender sua própria essência. Essa internalização da cultura do seu povo traz valores como respeito e, ainda, a possibilidade de aprender novas bagagens culturais de outros povos e regiões.
O estudo do folclore permite promover o desenvolvimento integral das crianças, pois a cultura de um povo é um bem precioso que deve ser cultivado. Folclore é um conjunto de costumes, artes, técnicas, lendas, mitos, provérbios e adivinhações que expressam as maneiras de pensar, sentir e agir do povo, é dar continuidade da Nação.
O Folclore deve ser trabalhado para especificar as diferenças que existem entre os personagens de uma sociedade, demonstrando seus hábitos e costumes. Para resgatar a linguagem e o contexto, ligar o homem a terra, ao povo, como meio de melhor conhecê-lo.
“[...] Não se trata de ensinar folclore, mas de usá-lo onde se fizer oportuno, para que sua riqueza seja destilada na sensibilidade das novas gerações, nutrindo-as e energizando-as. [...]” (Hélio Sena apud ZANINI, 2000, p. 168)
Utilizar o folclore como material didático na educação infantil significa desfrutar de uma extensa fonte de criatividade, reflexão e expressão. Ele serve como “link” entre um povo e sua região na busca de suas marcas e raízes, além de ser a melhor forma de percepção da sociedade e de como ela funciona em relação às tradições.
O saber folclórico é o que aprendemos informalmente no mundo, por meio do convívio social – por via oral ou por imitação. Ele é universal, embora aconteçam adaptações locais ou regionais, como consequência dos acréscimos da coletividade. "Folclore é o conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou." (Marcelo Xavier). O folclore e a cultura popular sempre estarão presentes nos conteúdos escolares, pela sua importância educacional e por se tratar de uma arte. Cultura, como nós a entendemos, diz respeito ao modo de ser e de viver dos grupos sociais: a língua, as regras de convívio, o gosto, o que se come, o que se bebe, o que se veste vão formando aquilo que é próprio de um povo.
Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das multiculturas que o formam. As culturas e tradições indígenas, africanas, europeias e tantas outras que formam este imenso país. 
Foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas.
A cultura popular é tudo isso bem misturado e refletido nos muitos jeitos de ser do brasileiro.
Diante de tudo que apontamos, será ainda possível falar de educação sem integrá-la à questão cultural? Certamente não. E é não porque a educação é resultado das práticas culturais dos grupos sociais. O próprio processo de ensinar e aprender revela essas práticas.
A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas. Se o saber em construção for inclusivo das diferenças, renovam-se as esperanças de que na escola se entenda como afirma Carlos Rodrigues Brandão (2001, p.35) que "educar é fazer perguntas" e que ensinar é criar pessoas em que a inteligência venha a ser medida, mais pelas dúvidas mal formuladas, do que pelas certezas bem repetidas. De que aprender é construir um saber pessoal e solidário, através do diálogo entre iguais sociais culturalmente diferenciados. 
O aluno leva para a escola os modelos já aprovados pela tradição, que aprendeu em casa ou na rua e, da escola, traz para a família e vizinhança as experiências mais significativas do desenvolvimento cultural.
A missão da escola é de salvamento. Não podemos aceitar que nossa língua, música, dança sejam ameaçadas pela ingerência alienígena que destrói a nossa cultura. Um dos objetivos de se trabalhar o folclore na escola é, pois, evitar que nossos padrões tradicionais sejam substituídos por modelos exóticos.
O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno. Ao mesmo tempo em que passa a se perceber como ser universal, cidadão do mundo, necessita conhecer suas raízes, identificando-se com seu grupo social: sua linguagem, sua história e a de sua comunidade.
O professor deve saber aproveitar o atraente, rico e variado mundo do folclore, como fonte inesgotável de motivação didática e de elevada importância pedagógica. Ele precisa selecionar o que vai utilizar, pois nem toda manifestação folclórica serve como material didático. Os modelos escolhidos pelo professor precisam ser adequados à idade e ao tempo disponível para estudo e ensaio. Devem ser avaliados do ponto de vista da sua utilidade para a comunidade, identificando-se, primeiramente, os aspectos da cultura popular no lugar onde vivem os alunos, para, depois, extrapolar limites geográficos.
O exemplo da educadora Helena Antipoff, que adotou o folclore como disciplina obrigatória no currículo de todos os seus cursos, deve ser seguido pelos atuais professores, começando, talvez, pelo aproveitamento do evento associado às festas religiosas (São Sebastião, Quaresma, Divino, Rosário, Natal) o que representaria um projeto anual.
A pesquisa pode ser estimulada por meio da coleta de dados pelos próprios alunos e realizada em trabalho de campo, a partir do lar, da família, estendendo-se à vizinhança e à comunidade. Desta maneira, o trabalho pode ser regionalizado, enfatizando-se as manifestações ligadas às atividades locais.
O estudo de provérbios ou ditados oferece oportunidade de debates sobre conceitos, tais como: justiça, honradez, bondade, ingratidão e outras abstrações. "O provérbio é sempre uma síntese de sabedoria popular. A sabedoria coletiva é reveladora de convicções, de certezas, merece fé." (Saul Martins)
Propondo ou decifrando-se adivinhas, leva-se a criança a desenvolver o raciocínio lógico. Com as parlendas e outras formas lúdicas verbais, ela entra em contato com o idioma. Os trava-línguas são exercícios de comprovada eficácia para a correção de defeitos no falar. Jogos e brincadeiras podem ensejar ao aluno uma participação mais ativa no meio social, desenvolvendo mecanismos sadios de competição, além de torná-lo conhecedor e respeitador de regras.
Pequenas dificuldades podem ser adequadamente solucionadas com o emprego de técnicas populares, prática preconizada pela própria Organização Mundial da Saúde, que recomenda a volta dos remédios naturais. Com isso, a medicina caseira ganha nova dimensão na sociedade.
O artesanato ajuda a criança em idade escolar a usar as mãos de maneira adequada, apressa a eclosão de valores artísticos, além de servir como meio de se praticar o lazer. A criança adora realizar trabalhos manuais.
Com referência à linguagem, os sotaques e pronúncias regionais são peculiaridades que resultam do esforço adaptativo das pessoas ou do estilo de vida, isto é, do relacionamento entre o homem e o meio.
Outra experiência folclórica, a culinária, resulta do encontro de diferentes culturas, diversidade do clima e abundância de recursos naturais. Por meio dela, o professor pode trabalhar os sentidos, a matemática, a estética e a saúde alimentar dentre uma infinidade de outros aspectos.
Para a criança o folclore é um mundo encantado, cheio de personagens estranhos, fantasias, aumentando-lhes o poder da imaginação. A pedagogia contemporânea afirma que a educação da criança não pode ser apenas passiva, mas ativa, pois a causa principal da aprendizagem e, portanto, de toda a educação, não é o professor ou o aluno, mas sim, a interação entre ambos.
O folclore une as pessoas, logo, é razão suficiente para ser trabalhado em todas as escolas, não só no mês de agosto, mas durante todo o ano.
A importância de manter vivas nossas tradições culturais, em forma de música.
Cantigas Folclóricas
As cantigas de roda são de extrema importância para a cultura de um local, através dela dá-se a conhecer costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas do local, comidas, brincadeiras, paisagem, flora, fauna, crenças, dentre muitas outras coisas.  (ARAUJO, 2007)
O estudo da música folclórica brasileira envolve cantos, festejos, danças, jogos, religiosidade e brincadeiras diversas. Características da música folclórica: É anônima, espontânea, durável, persistente e, antiga ou tradicional, é uma herança cultural. É funcional, ou seja, atende a uma necessidade psicológica. É transmitida por via oral, sem muitas técnicas, de forma direta, às vezes com variantes. É tecnicamente simples, com melodias e letras de pequena extensão, portanto de fácil assimilação. Antônio Henrique Weitzel, divide a música folclórica em acalantos, cancioneiro Infantil, cantigas de roda, toadas de escolha, toadas de ensino, brincadeiras cantadas, romance, abecês, quadras e desafios. Além dessas, podemos encontrar ainda, os aboios, pregões, emboladas, toadas sertanejas e a moda de viola, sendo as três últimas conhecidas por cantorias.” Ex : 
Escravos de Jó
Os escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, põe,
Deixa o zabelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá.
 
A canoa virou
A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar
Siriri pra cá,
Siriri pra lá,
Maria é velha
E quer casar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Eu tirava a Maria
Lá do fundo do mar.
 
Alecrim
Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Oi, meu amor,
Quem te disse assim,
Que a flor do campo
É o alecrim?
Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos
Alecrim do meu coração
Que nasceu no campo
Com esta canção.
 
Peixinho do mar
Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.
 
Pezinho
Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!
 
Artigo > Prof. Marcos L Souza 
Marcos Leonardo de Souza é Educador e Escritor. Licenciado em Pedagogia, História e Música, com Pós-Graduação Lato Senso em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Educação Lúdica, Educação Musical, Educação Infantil, atuando nas áreas de consultora, assessoria pedagógica, treinamentos, oficinas e palestras. Mestre em Educação



A importância do folclore na formação educacional das crianças

O folclore é um acervo cultural no qual, a partir dele, podem-se compreender as crenças e valores instituídos em determinado grupo social. A criança, quando aprende lendas, músicas, entre outras formas de folclore, está também conhecendo o passado e presente de um povo.
O folclore é tradição, é a linguagem cultural, é a maneira de agir, pensar e sentir de um povo ou grupo com as qualidades ou atributos que lhe são inerentes, seja qual for o lugar onde se situa o tempo e a cultura. Não é apenas o passado, ele é vivo e está ligado à nossa vida de um jeito muito forte. Por isso, é tão importante conhecê-lo.
O estudo do folclore é necessário para manter a tradição de um povo, uma cultura que serve como fonte de conhecimento das nossas origens. Quando abordamos esse assunto, explicando seu sentido, isso faz com que o indivíduo construa uma base cultural, que dará suporte para entender sua própria essência. Essa internalização da cultura do seu povo traz valores como respeito e, ainda, a possibilidade de aprender novas bagagens culturais de outros povos e regiões.
O estudo do folclore permite promover o desenvolvimento integral das crianças, pois a cultura de um povo é um bem precioso que deve ser cultivado. Folclore é um conjunto de costumes, artes, técnicas, lendas, mitos, provérbios e adivinhações que expressam as maneiras de pensar, sentir e agir do povo, é dar continuidade da Nação.
O Folclore deve ser trabalhado para especificar as diferenças que existem entre os personagens de uma sociedade, demonstrando seus hábitos e costumes. Para resgatar a linguagem e o contexto, ligar o homem a terra, ao povo, como meio de melhor conhecê-lo.
“[...] Não se trata de ensinar folclore, mas de usá-lo onde se fizer oportuno, para que sua riqueza seja destilada na sensibilidade das novas gerações, nutrindo-as e energizando-as. [...]” (Hélio Sena apud ZANINI, 2000, p. 168)
Utilizar o folclore como material didático na educação infantil significa desfrutar de uma extensa fonte de criatividade, reflexão e expressão. Ele serve como “link” entre um povo e sua região na busca de suas marcas e raízes, além de ser a melhor forma de percepção da sociedade e de como ela funciona em relação às tradições.
O saber folclórico é o que aprendemos informalmente no mundo, por meio do convívio social – por via oral ou por imitação. Ele é universal, embora aconteçam adaptações locais ou regionais, como consequência dos acréscimos da coletividade. "Folclore é o conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou." (Marcelo Xavier). O folclore e a cultura popular sempre estarão presentes nos conteúdos escolares, pela sua importância educacional e por se tratar de uma arte. Cultura, como nós a entendemos, diz respeito ao modo de ser e de viver dos grupos sociais: a língua, as regras de convívio, o gosto, o que se come, o que se bebe, o que se veste vão formando aquilo que é próprio de um povo.
Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das multiculturas que o formam. As culturas e tradições indígenas, africanas, europeias e tantas outras que formam este imenso país. 
Foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas.
A cultura popular é tudo isso bem misturado e refletido nos muitos jeitos de ser do brasileiro.
Diante de tudo que apontamos, será ainda possível falar de educação sem integrá-la à questão cultural? Certamente não. E é não porque a educação é resultado das práticas culturais dos grupos sociais. O próprio processo de ensinar e aprender revela essas práticas.
A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas. Se o saber em construção for inclusivo das diferenças, renovam-se as esperanças de que na escola se entenda como afirma Carlos Rodrigues Brandão (2001, p.35) que "educar é fazer perguntas" e que ensinar é criar pessoas em que a inteligência venha a ser medida, mais pelas dúvidas mal formuladas, do que pelas certezas bem repetidas. De que aprender é construir um saber pessoal e solidário, através do diálogo entre iguais sociais culturalmente diferenciados. 
O aluno leva para a escola os modelos já aprovados pela tradição, que aprendeu em casa ou na rua e, da escola, traz para a família e vizinhança as experiências mais significativas do desenvolvimento cultural.
A missão da escola é de salvamento. Não podemos aceitar que nossa língua, música, dança sejam ameaçadas pela ingerência alienígena que destrói a nossa cultura. Um dos objetivos de se trabalhar o folclore na escola é, pois, evitar que nossos padrões tradicionais sejam substituídos por modelos exóticos.
O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno. Ao mesmo tempo em que passa a se perceber como ser universal, cidadão do mundo, necessita conhecer suas raízes, identificando-se com seu grupo social: sua linguagem, sua história e a de sua comunidade.
O professor deve saber aproveitar o atraente, rico e variado mundo do folclore, como fonte inesgotável de motivação didática e de elevada importância pedagógica. Ele precisa selecionar o que vai utilizar, pois nem toda manifestação folclórica serve como material didático. Os modelos escolhidos pelo professor precisam ser adequados à idade e ao tempo disponível para estudo e ensaio. Devem ser avaliados do ponto de vista da sua utilidade para a comunidade, identificando-se, primeiramente, os aspectos da cultura popular no lugar onde vivem os alunos, para, depois, extrapolar limites geográficos.
O exemplo da educadora Helena Antipoff, que adotou o folclore como disciplina obrigatória no currículo de todos os seus cursos, deve ser seguido pelos atuais professores, começando, talvez, pelo aproveitamento do evento associado às festas religiosas (São Sebastião, Quaresma, Divino, Rosário, Natal) o que representaria um projeto anual.
A pesquisa pode ser estimulada por meio da coleta de dados pelos próprios alunos e realizada em trabalho de campo, a partir do lar, da família, estendendo-se à vizinhança e à comunidade. Desta maneira, o trabalho pode ser regionalizado, enfatizando-se as manifestações ligadas às atividades locais.
O estudo de provérbios ou ditados oferece oportunidade de debates sobre conceitos, tais como: justiça, honradez, bondade, ingratidão e outras abstrações. "O provérbio é sempre uma síntese de sabedoria popular. A sabedoria coletiva é reveladora de convicções, de certezas, merece fé." (Saul Martins)
Propondo ou decifrando-se adivinhas, leva-se a criança a desenvolver o raciocínio lógico. Com as parlendas e outras formas lúdicas verbais, ela entra em contato com o idioma. Os trava-línguas são exercícios de comprovada eficácia para a correção de defeitos no falar. Jogos e brincadeiras podem ensejar ao aluno uma participação mais ativa no meio social, desenvolvendo mecanismos sadios de competição, além de torná-lo conhecedor e respeitador de regras.
Pequenas dificuldades podem ser adequadamente solucionadas com o emprego de técnicas populares, prática preconizada pela própria Organização Mundial da Saúde, que recomenda a volta dos remédios naturais. Com isso, a medicina caseira ganha nova dimensão na sociedade.
O artesanato ajuda a criança em idade escolar a usar as mãos de maneira adequada, apressa a eclosão de valores artísticos, além de servir como meio de se praticar o lazer. A criança adora realizar trabalhos manuais.
Com referência à linguagem, os sotaques e pronúncias regionais são peculiaridades que resultam do esforço adaptativo das pessoas ou do estilo de vida, isto é, do relacionamento entre o homem e o meio.
Outra experiência folclórica, a culinária, resulta do encontro de diferentes culturas, diversidade do clima e abundância de recursos naturais. Por meio dela, o professor pode trabalhar os sentidos, a matemática, a estética e a saúde alimentar dentre uma infinidade de outros aspectos.
Para a criança o folclore é um mundo encantado, cheio de personagens estranhos, fantasias, aumentando-lhes o poder da imaginação. A pedagogia contemporânea afirma que a educação da criança não pode ser apenas passiva, mas ativa, pois a causa principal da aprendizagem e, portanto, de toda a educação, não é o professor ou o aluno, mas sim, a interação entre ambos.
O folclore une as pessoas, logo, é razão suficiente para ser trabalhado em todas as escolas, não só no mês de agosto, mas durante todo o ano.
A importância de manter vivas nossas tradições culturais, em forma de música.
Cantigas Folclóricas
As cantigas de roda são de extrema importância para a cultura de um local, através dela dá-se a conhecer costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas do local, comidas, brincadeiras, paisagem, flora, fauna, crenças, dentre muitas outras coisas.  (ARAUJO, 2007)
O estudo da música folclórica brasileira envolve cantos, festejos, danças, jogos, religiosidade e brincadeiras diversas. Características da música folclórica: É anônima, espontânea, durável, persistente e, antiga ou tradicional, é uma herança cultural. É funcional, ou seja, atende a uma necessidade psicológica. É transmitida por via oral, sem muitas técnicas, de forma direta, às vezes com variantes. É tecnicamente simples, com melodias e letras de pequena extensão, portanto de fácil assimilação. Antônio Henrique Weitzel, divide a música folclórica em acalantos, cancioneiro Infantil, cantigas de roda, toadas de escolha, toadas de ensino, brincadeiras cantadas, romance, abecês, quadras e desafios. Além dessas, podemos encontrar ainda, os aboios, pregões, emboladas, toadas sertanejas e a moda de viola, sendo as três últimas conhecidas por cantorias.” Ex : 
Escravos de Jó
Os escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, põe,
Deixa o zabelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá.
 
A canoa virou
A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar
Siriri pra cá,
Siriri pra lá,
Maria é velha
E quer casar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Eu tirava a Maria
Lá do fundo do mar.
 
Alecrim
Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Oi, meu amor,
Quem te disse assim,
Que a flor do campo
É o alecrim?
Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos
Alecrim do meu coração
Que nasceu no campo
Com esta canção.
 
Peixinho do mar
Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.
 
Pezinho
Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!
 
Artigo > Prof. Marcos L Souza 
Marcos Leonardo de Souza é Educador e Escritor. Licenciado em Pedagogia, História e Música, com Pós-Graduação Lato Senso em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Educação Lúdica, Educação Musical, Educação Infantil, atuando nas áreas de consultora, assessoria pedagógica, treinamentos, oficinas e palestras. Mestre em Educação




Professor: como cuidar bem da sua voz


Professor:
Como cuidar bem da sua voz

O cuidado com a voz é importante para o bem-estar do professor e também colabora com a prática pedagógica

O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho. 

Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: "Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz". Para ela, a orientação durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum. 

Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores. 

Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.
Mudanças simples em seus hábitos podem colaborar para preservar a sua voz e evitar problemas futuros 


Sem ruídos Feche as portas e as janelas para ajudar a manter a concentração da turma e poupar sua voz da competição com o ruído que vem da rua e do corredor. 
Postura ereta Ao ficar em pé, você consegue se expressar com mais facilidade e tem um controle maior sobre os alunos. Evitando a bagunça, poupa a voz. 
Ajuda do som Converse com a coordenação da escola para que ela disponibilize microfones a todos que necessitam. Faça acordos com os alunos para eliminar os gritos. 
Longe do quadro Se você usa giz, o pó pode ser inalado e secar sua garganta. Por isso, fale virado para a turma. A atitude também favorece a comunicação com a classe. 
Momentos de pausa Quando os alunos estão fazendo um trabalho em grupos, aproveite para poupar a sua voz para a continuação da aula. 
Um santo remédio Tomar água propicia intervalos e hidrata as cordas vocais. Prefira o líquido a pastilhas, que podem fazer mal, em vez de ajudar.

A cultura de se preocupar com a saúde vocal é pouco presente na profissão docente. Diferentemente de músicos e atores, por exemplo, o professor não é orientado a aquecer a voz antes das aulas, poupá-la sempre que possível ou incluir avaliações periódicas com médicos e fonoaudiólogos em sua rotina. 

A ausência desses hábitos criou problemas sérios para Alexandra Hardt Carlini. Ela dá aulas de Arte do 6º ao 9º ano no Colégio Piramis e no Ensino Médio do Colégio Maria Estela Sabidinho, ambos em São Paulo. Até o fim do ano passado, não se preocupava em cuidar da voz. Mudou seu comportamento após o aparecimento de nódulos na garganta, decorrentes de uma forte gripe que a fez forçar demais a comunicação em classe. Em janeiro, começou o tratamento com uma fonoaudióloga, que deu as orientações necessárias e ensinou a ela os exercícios vocálicos adequados para fazer antes de começar as aulas. Com as pequenas mudanças, deixou de ficar rouca e de sentir incômodos na garganta.  

Após procurar ajuda, Alexandra também começou a prestar mais atenção no tom de voz que usava em sala. Ela conta que não grita mais para que os alunos a ouçam. Quando a sala está muito barulhenta, usa recursos como bater palmas para chamar a atenção. A professora também comprou um microfone e passou a beber água constantemente. "No começo, os estudantes estranharam o microfone, mas expliquei do que se tratava. Agora preferem assim", diz. 

Criar uma relação de respeito com a classe colabora muito para evitar desgastes na voz. Mariana Wrege, coordenadora da pós-graduação em Relações Interpessoais da Universidade de Franca (Unifran), reforça a importância da criação de um ambiente de cooperação para que o educador não precise forçar demais a fala. A formulação de regras de convivência pode ser realizada coletivamente e é essencial para garantir seu bem-estar. "O aluno também é capaz de trazer soluções para os problemas de convívio", explica.





Professor:
Como cuidar bem da sua voz

O cuidado com a voz é importante para o bem-estar do professor e também colabora com a prática pedagógica

O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho. 

Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: "Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz". Para ela, a orientação durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum. 

Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores. 

Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.
Mudanças simples em seus hábitos podem colaborar para preservar a sua voz e evitar problemas futuros 


Sem ruídos Feche as portas e as janelas para ajudar a manter a concentração da turma e poupar sua voz da competição com o ruído que vem da rua e do corredor. 
Postura ereta Ao ficar em pé, você consegue se expressar com mais facilidade e tem um controle maior sobre os alunos. Evitando a bagunça, poupa a voz. 
Ajuda do som Converse com a coordenação da escola para que ela disponibilize microfones a todos que necessitam. Faça acordos com os alunos para eliminar os gritos. 
Longe do quadro Se você usa giz, o pó pode ser inalado e secar sua garganta. Por isso, fale virado para a turma. A atitude também favorece a comunicação com a classe. 
Momentos de pausa Quando os alunos estão fazendo um trabalho em grupos, aproveite para poupar a sua voz para a continuação da aula. 
Um santo remédio Tomar água propicia intervalos e hidrata as cordas vocais. Prefira o líquido a pastilhas, que podem fazer mal, em vez de ajudar.

A cultura de se preocupar com a saúde vocal é pouco presente na profissão docente. Diferentemente de músicos e atores, por exemplo, o professor não é orientado a aquecer a voz antes das aulas, poupá-la sempre que possível ou incluir avaliações periódicas com médicos e fonoaudiólogos em sua rotina. 

A ausência desses hábitos criou problemas sérios para Alexandra Hardt Carlini. Ela dá aulas de Arte do 6º ao 9º ano no Colégio Piramis e no Ensino Médio do Colégio Maria Estela Sabidinho, ambos em São Paulo. Até o fim do ano passado, não se preocupava em cuidar da voz. Mudou seu comportamento após o aparecimento de nódulos na garganta, decorrentes de uma forte gripe que a fez forçar demais a comunicação em classe. Em janeiro, começou o tratamento com uma fonoaudióloga, que deu as orientações necessárias e ensinou a ela os exercícios vocálicos adequados para fazer antes de começar as aulas. Com as pequenas mudanças, deixou de ficar rouca e de sentir incômodos na garganta.  

Após procurar ajuda, Alexandra também começou a prestar mais atenção no tom de voz que usava em sala. Ela conta que não grita mais para que os alunos a ouçam. Quando a sala está muito barulhenta, usa recursos como bater palmas para chamar a atenção. A professora também comprou um microfone e passou a beber água constantemente. "No começo, os estudantes estranharam o microfone, mas expliquei do que se tratava. Agora preferem assim", diz. 

Criar uma relação de respeito com a classe colabora muito para evitar desgastes na voz. Mariana Wrege, coordenadora da pós-graduação em Relações Interpessoais da Universidade de Franca (Unifran), reforça a importância da criação de um ambiente de cooperação para que o educador não precise forçar demais a fala. A formulação de regras de convivência pode ser realizada coletivamente e é essencial para garantir seu bem-estar. "O aluno também é capaz de trazer soluções para os problemas de convívio", explica.





Ortografia: Sílaba Tônica


ORTOGRAFIA

Sílaba tônica: oxítona, paroxítona e proparoxítona

Numa palavra, a sílaba tônica é aquela que é pronunciada com maior força e intensidade.

Exemplos de sílabas tônicas:
Amizade: a-mi-ZA-de
Verão: ve-RÃO
Música: MÚ-si-ca
Geladeira: ge-la-DEI-ra
Encantar: en-can-TAR
Próprio: PRÓ-pri-o

As restantes sílabas de uma palavra são pronunciadas com menor força e intensidade, sendo chamadas se sílabas átonas.

Conforme a posição da sílaba tônica nas palavras, elas são classificadas em: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

Oxítonas
As palavras são oxítonas quando a última sílaba da palavra é a sílaba tônica:

arroz (ar-roz);
saci (sa-ci);
tabu (ta-bu);
troféu (tro-féu);
ninguém (nin-guém);
crochê (cro-chê);

Regra de acentuação:
Não necessitam de acentuação gráfica, sendo naturalmente oxítonas as palavras terminadas em -r, -l, -z, -x, -i, -u, -im, -um e -om. Apenas são acentuadas graficamente as palavras oxítonas terminadas em -á(s), -é(s), -ó(s), -ém(ns), -ói(s), -éu(s) e -éi(s).

Paroxítonas
As palavras são paroxítonas quando a penúltima sílaba da palavra é a sílaba tônica:

menino (me-ni-no);
perdidos (per-di-dos);
felicidade (fe-li-ci-da-de);
revólver (re-vól-ver);
álbum (ál-bum);
vírus (ví-rus);

Regra de acentuação:
Maioritariamente, as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente. Apenas são acentuadas graficamente as palavras paroxítonas terminadas em -r, -l, -n, -x, -ps, -ã(s), -ão(s), -um(ns), -om(ns), -us, -i(s), -ei(s).

Proparoxítonas
As palavras são proparoxítonas quando a antepenúltima sílaba da palavra é a sílaba tônica:

lâmpada (lâm-pa-da);
último (úl-ti-mo);
matemática (ma-te-má-ti-ca);
ângulo (ân-gu-lo);
gráfico (grá-fi-co);
dúvida (dú-vi-da);

Regra de acentuação:
Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente.


E quando as palavras são monossilábicas?

Quando as palavras apresentam apenas uma sílaba, são classificadas em monossílabos tônicos e monossílabos átonos, conforme a intensidade com que são pronunciados.

Monossílabos tônicos
pó;
mês;
lã;
bom;
mar;
vez;

Regra de acentuação:
Apenas é obrigatória a acentuação dos monossílabos tônicos terminados em -a(s), -e(s), -o(s), -éu(s), -éi(s) e -ói(s).

Monossílabos átonos
as;
um;
me;
se;
mas;
ou;

Regra de acentuação: Os monossílabos átonos nunca são acentuados.




ORTOGRAFIA

Sílaba tônica: oxítona, paroxítona e proparoxítona

Numa palavra, a sílaba tônica é aquela que é pronunciada com maior força e intensidade.

Exemplos de sílabas tônicas:
Amizade: a-mi-ZA-de
Verão: ve-RÃO
Música: MÚ-si-ca
Geladeira: ge-la-DEI-ra
Encantar: en-can-TAR
Próprio: PRÓ-pri-o

As restantes sílabas de uma palavra são pronunciadas com menor força e intensidade, sendo chamadas se sílabas átonas.

Conforme a posição da sílaba tônica nas palavras, elas são classificadas em: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

Oxítonas
As palavras são oxítonas quando a última sílaba da palavra é a sílaba tônica:

arroz (ar-roz);
saci (sa-ci);
tabu (ta-bu);
troféu (tro-féu);
ninguém (nin-guém);
crochê (cro-chê);

Regra de acentuação:
Não necessitam de acentuação gráfica, sendo naturalmente oxítonas as palavras terminadas em -r, -l, -z, -x, -i, -u, -im, -um e -om. Apenas são acentuadas graficamente as palavras oxítonas terminadas em -á(s), -é(s), -ó(s), -ém(ns), -ói(s), -éu(s) e -éi(s).

Paroxítonas
As palavras são paroxítonas quando a penúltima sílaba da palavra é a sílaba tônica:

menino (me-ni-no);
perdidos (per-di-dos);
felicidade (fe-li-ci-da-de);
revólver (re-vól-ver);
álbum (ál-bum);
vírus (ví-rus);

Regra de acentuação:
Maioritariamente, as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente. Apenas são acentuadas graficamente as palavras paroxítonas terminadas em -r, -l, -n, -x, -ps, -ã(s), -ão(s), -um(ns), -om(ns), -us, -i(s), -ei(s).

Proparoxítonas
As palavras são proparoxítonas quando a antepenúltima sílaba da palavra é a sílaba tônica:

lâmpada (lâm-pa-da);
último (úl-ti-mo);
matemática (ma-te-má-ti-ca);
ângulo (ân-gu-lo);
gráfico (grá-fi-co);
dúvida (dú-vi-da);

Regra de acentuação:
Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente.


E quando as palavras são monossilábicas?

Quando as palavras apresentam apenas uma sílaba, são classificadas em monossílabos tônicos e monossílabos átonos, conforme a intensidade com que são pronunciados.

Monossílabos tônicos
pó;
mês;
lã;
bom;
mar;
vez;

Regra de acentuação:
Apenas é obrigatória a acentuação dos monossílabos tônicos terminados em -a(s), -e(s), -o(s), -éu(s), -éi(s) e -ói(s).

Monossílabos átonos
as;
um;
me;
se;
mas;
ou;

Regra de acentuação: Os monossílabos átonos nunca são acentuados.




10 dicas para estimular a imaginação, a criatividade e produção de textos


10 dicas para estimular a imaginação, a criatividade e produção de textos

Muitas crianças têm dificuldades para produzirem textos criativos porque não tiveram acesso a livros, outras porque não tiveram acesso a contação de histórias ou não foram estimuladas a criar. Então, eis mais uma missão para os professores. Não basta que alfabetizem, que ensinem a ortografia e a estrutura textual, os professores devem , também , ajudar as crianças a aumentarem a imaginação, a escreverem com criatividade e prazer.

Com o propósito de auxiliar listei 10 dicas úteis para desenvolver a imaginação e a produção de textos. Confira:

1- Leitura e contação de histórias:
Em primeiro lugar, as melhores maneiras de ampliar a imaginação das crianças são: contação de histórias e estímulo à leitura. Permitir que as crianças conheçam histórias diferentes das suas, que viagem por lugares nunca vistos antes pelos próprios olhos e sentir emoções junto aos personagens: dão asas as imaginações. Por isto, conte histórias para elas. Dramatize, cante, leia, e deixe-as ler livremente.

2- Participação nas histórias:
Contar uma história com a participação das crianças é muito divertido. Questione-as sobre a reação dos personagens, sobre sentimentos e valores. Peça para elas criarem um início ou um fim para a história, para refletirem sobre a mensagem transmitida pela mesma.

3- Produção de história:
Comece pedindo para as crianças relatarem uma série de atividades realizadas em um dia ou contarem uma história pessoal, então, depois peça para que contem ou escrevam uma história fictícia. Desafie-as a criarem histórias cada vez mais criativas e ajude-as a colocarem no papel.

4- Avaliação de histórias:
Oriente os pequenos a lerem o que escreveram e avaliarem seus textos. Diga a eles que podem sempre melhorar suas produções corrigindo ou trocando algumas palavras, mudando o rumo de uma história ou gênero textual.

5- Troca de textos:
Peça para os alunos trocarem os textos com os amigos, isto estimulará a leitura, a imaginação, a crítica, a auto avaliação e a troca de experiências. Ao ler o texto do amigo, a criança estará aprendendo a avaliar e a ser avaliada, mas para isto é importante que o (a) professor(a) ensine o valor do respeito aos amigos, às suas ideias e suas respectivas criações.

6- História coletiva:
A experiência da construção de um texto coletivo pode ser mais marcante do que você imagina. Esta atividade, além de, motivar o entrosamento da turma, desafiar a solução de problemas e estimular a criatividade pode ter uma experiência enriquecedora. O resultado de um texto coletivo é sempre uma surpresa, pois podem aprofundar seriamente sobre um tema; podem transformar o texto em uma comédia ou drama. Mas atenção: é importante que o professor estabeleça algumas regras e esteja por perto orientando os alunos a respeitarem a diversidade de ideias.

7- Texto coletivo com um tema específico:
Esta atividade estimula o debate de ideias, a criticidade e a criatividade. Assim, como a atividade anterior, é preciso que o professor estabeleça algumas regras.

8- Produção de textos a partir de imagens:
A observação de pinturas, desenhos ou paisagens podem excitar a imaginação das crianças e estimular a criação de ótimos textos.

9- Produção de textos com música:
Ouvir música clássica na aula pode relaxar, mexer com as emoções, estimular a criatividade e tirar o bloqueio da escrita de algumas crianças.

10- Escrever por prazer:
A motivação nas aulas de produção textual é importante porque o ato de escrever
"bem" deve ser relacionado com o prazer de comunicar-se através da escrita. Escrever sem emoção é cansativo e desgastante. Então, semeie o prazer de ler e escrever, ensine a importância dos livros e histórias, dê mais valor para a qualidade da exposição dos pensamentos do que para as regras de português. Dê liberdade para as crianças escreverem sempre que sentirem vontade.



10 dicas para estimular a imaginação, a criatividade e produção de textos

Muitas crianças têm dificuldades para produzirem textos criativos porque não tiveram acesso a livros, outras porque não tiveram acesso a contação de histórias ou não foram estimuladas a criar. Então, eis mais uma missão para os professores. Não basta que alfabetizem, que ensinem a ortografia e a estrutura textual, os professores devem , também , ajudar as crianças a aumentarem a imaginação, a escreverem com criatividade e prazer.

Com o propósito de auxiliar listei 10 dicas úteis para desenvolver a imaginação e a produção de textos. Confira:

1- Leitura e contação de histórias:
Em primeiro lugar, as melhores maneiras de ampliar a imaginação das crianças são: contação de histórias e estímulo à leitura. Permitir que as crianças conheçam histórias diferentes das suas, que viagem por lugares nunca vistos antes pelos próprios olhos e sentir emoções junto aos personagens: dão asas as imaginações. Por isto, conte histórias para elas. Dramatize, cante, leia, e deixe-as ler livremente.

2- Participação nas histórias:
Contar uma história com a participação das crianças é muito divertido. Questione-as sobre a reação dos personagens, sobre sentimentos e valores. Peça para elas criarem um início ou um fim para a história, para refletirem sobre a mensagem transmitida pela mesma.

3- Produção de história:
Comece pedindo para as crianças relatarem uma série de atividades realizadas em um dia ou contarem uma história pessoal, então, depois peça para que contem ou escrevam uma história fictícia. Desafie-as a criarem histórias cada vez mais criativas e ajude-as a colocarem no papel.

4- Avaliação de histórias:
Oriente os pequenos a lerem o que escreveram e avaliarem seus textos. Diga a eles que podem sempre melhorar suas produções corrigindo ou trocando algumas palavras, mudando o rumo de uma história ou gênero textual.

5- Troca de textos:
Peça para os alunos trocarem os textos com os amigos, isto estimulará a leitura, a imaginação, a crítica, a auto avaliação e a troca de experiências. Ao ler o texto do amigo, a criança estará aprendendo a avaliar e a ser avaliada, mas para isto é importante que o (a) professor(a) ensine o valor do respeito aos amigos, às suas ideias e suas respectivas criações.

6- História coletiva:
A experiência da construção de um texto coletivo pode ser mais marcante do que você imagina. Esta atividade, além de, motivar o entrosamento da turma, desafiar a solução de problemas e estimular a criatividade pode ter uma experiência enriquecedora. O resultado de um texto coletivo é sempre uma surpresa, pois podem aprofundar seriamente sobre um tema; podem transformar o texto em uma comédia ou drama. Mas atenção: é importante que o professor estabeleça algumas regras e esteja por perto orientando os alunos a respeitarem a diversidade de ideias.

7- Texto coletivo com um tema específico:
Esta atividade estimula o debate de ideias, a criticidade e a criatividade. Assim, como a atividade anterior, é preciso que o professor estabeleça algumas regras.

8- Produção de textos a partir de imagens:
A observação de pinturas, desenhos ou paisagens podem excitar a imaginação das crianças e estimular a criação de ótimos textos.

9- Produção de textos com música:
Ouvir música clássica na aula pode relaxar, mexer com as emoções, estimular a criatividade e tirar o bloqueio da escrita de algumas crianças.

10- Escrever por prazer:
A motivação nas aulas de produção textual é importante porque o ato de escrever
"bem" deve ser relacionado com o prazer de comunicar-se através da escrita. Escrever sem emoção é cansativo e desgastante. Então, semeie o prazer de ler e escrever, ensine a importância dos livros e histórias, dê mais valor para a qualidade da exposição dos pensamentos do que para as regras de português. Dê liberdade para as crianças escreverem sempre que sentirem vontade.



História, História em quadrinhos, Independência do Brasil



CONHECENDO A HISTÓRIA 
DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
EDUCADORES BRASILEIROS 
MUITO A FRENTE DE SEU TEMPO

1. ANÍZIO TEIXEIRA



Principal referência sobre o tema, o educador baiano Anísio Teixeira (1900-1971) é considerado um dos mais importantes defensores do direito à educação no Brasil. Para ele, a escola era um espaço de exercício da democracia e principal instituição republicana, tendo como função a de garantir o pensamento autônomo e livre dos estudantes a fim de prepará-los para construir a sociedade desejada.
Autor de mais de dez livros, Anísio foi o criador da primeira experiência bem sucedida de educação integral no Brasil, com a criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro.
Educadores pioneiros
Além de Anísio, muitos intelectuais participaram do Movimento Escolanovista. Inspirados pelas ideias do norte-americano John Dewey, Fernando de Azevedo, Cecília Meireles, Lourenço Filho, Hermes Lima foram alguns dos humanistas que participaram da iniciativa.
Foi também o idealizador das Escolas Parque, e criador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) e da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (CAPES) e um dos fundadores da Universidade de Brasília (UNB).
Anísio esteve ainda entre os 26 autores do Manifesto Pioneiros da Educação Nova, publicado em 1932 como fruto da discussão do Movimento Escolanovista, que discutia que a educação deveria garantir a formação ampla dos estudantes e que todos da sociedade são corresponsáveis pela escola.

2. DARCY RIBEIRO



Influenciado pelas ideias do Movimento Escolanovista, e muito próximo de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro (1922-1997) foi um dos principais antropólogos e pensadores da educação no país. Além de seu envolvimento com a questão indianista no país, atuou fortemente pela defesa da escola pública e da atenção ao desenvolvimento integral dos estudantes.

Darcy Ribeiro abraça Paulo Freire, que se despedia da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Crédito: Douglas Mansur/ Acervo Paulo Freire

Foi Ministro da Educação, e depois Chefe da Casa Civil no governo João Goulart, deposto pelo golpe civil-militar em 1964. Durante o período ditatorial, teve seus direitos cassados e foi forçado a se exilar, época em que contribuiu com reformas e discussões educacionais em diferentes países. De volta ao Brasil, Darcy implementou junto ao Governo Leonel Brizola no estado do Rio de Janeiro, os Centros Integrados de Ensino Público (CIEPs), uma das principais políticas de educação integral no país, e que trouxe à tona a necessidade de integrar a assistência social às ações educacionais.
Autor de inúmeros livros e membro da Academia Brasileira de Letras, Darcy também foi o primeiro  reitor da Universidade de Brasília (UNB), e criador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), que tinha como projeto formações interdisciplinares, em proposta considerada bastante disruptiva para o cenário do ensino superior no país.

3. PAULO FREIRE



Professor pernambucano Paulo Freire (1921-1997) defendia transformações radicais para a educação. Entre suas inúmeras contribuições, estava a da necessidade de valorizar o conhecimento popular, integrando-o à pedagogia. Defensor incansável de um ideário democrático, Freire acreditava que a educação era a maior das armas contra a opressão e que a autonomia dos educandos deveria ser a principal conquista do fazer educativo. Para ele não existe ensino sem aprendizagem, em uma relação interdependente, de profundo respeito entre educador e educando.

Movimentos sociais

Vários movimentos sociais e políticos foram extremamente importantes para a história da educação integral no país. Vertentes e grupos da Igreja Católica, como as ações coordenadas por Alceu Amoroso Lima, grupos e iniciativas anarquistas, movimentos da luta por terra, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), grupos em defesa da educação popular – muitos deles inspirados por Paulo Freire, e movimentos de mulheres, contra a carestia e da educação ambiental figuram entre os muitos que defendem a atenção ao desenvolvimento integral dos estudantes e a corresponsabilidade pela educação.
Entre as suas várias contribuições à educação, Freire desenvolveu um método de alfabetização de adultos, baseado no contexto de vida dos educandos, evocando um princípio muito caro à educação integral – de vínculo e atenção ao território e às identidades dos sujeitos.
Além de sua vasta obra, o pedagogo foi secretário municipal de Educação em São Paulo, quando coordenou a implementação do Estatuto do Magistério, discutiu amplamente o direito dos profissionais da educação, apoiou as discussões sobre gestão democrática e lutou arduamente pelo direito irrestrito à educação pública para todos. O educador recebeu ainda o título de doutor Honoris Causa por 27 universidades, além de inúmeros prêmios internacionais e nacionais. Em 2012, foi declarado Patrono da Educação Brasileira.
Provavelmente um dos mais importantes pensadores da história do Brasil. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

4. MARIA NILDE MASCELLANI



A pedagoga Maria Nilde Mascellani (1931 – 1999), educadora em diferentes escolas públicas do estado de São Paulo, foi uma das idealizadoras das Classes Experimentais, proposta de educação que visava fortalecer a autonomia dos educandos e seu envolvimento na gestão escolar. Pouco tempo antes do golpe civil-militar, a professora assumiu a coordenação do Serviço de Ensino Vocacional, que tinha como objetivo disseminar e ampliar a experiência das classes por meio dos Ginásios Vocacionais.
Sofrendo inúmeras pressões da ditadura, Maria Nilde resistiu, insistindo na proposta libertária de educação e defendeu arduamente os ideais de uma escola pública autônoma. Foi presa e torturada pelo Departamento de Ordem Política e Social (Deops), indiciada como subversiva e destituída de suas funções. De volta à liberdade, Maria Nilde, que publicou inúmeros trabalhos e textos, criou um centro educacional na Faculdade de Psicologia da PUC-SP, onde foi também foi professora.

5. FLORESTAN FERNANDES



Considerado um dos sociólogos mais influentes no Brasil, Florestan Fernandes (1920-1995) teceu considerações muito importantes para o debate da educação integral no país, além de ter sido, como professor, um educador considerado exemplar – acompanhando, de perto e com atenção irrestrita, todos que foram seus alunos. Como ideia central em seu pensamento, a educação teria a capacidade de transformar a sociedade, e a escola seria a instituição prioritária de fortalecimento do que ele chamava de cultura cívica, a atenção ao interesse comum, àquilo que é público.
Florestan defendia que democracia era a liberdade de educar e o direito irrestrito de estudar. Foi árduo debatedor da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada pouco tempo depois de sua morte e que enuncia o direito à educação integral.
Defensor das ideias do amigo Darcy Ribeiro, o sociólogo pontuava sempre a importância de se enfrentar as heranças coloniais e escravocratas, com o combate ao racismo e todas as formas de exclusão e opressão e da construção de um projeto de educação para todos com equidade no país.
Ativo na luta pela escola pública,  foi um dos principais advogados pelo Piso Salarial dos Professores, pela Eleição de Diretores pela comunidade escolar, incluindo estudantes e familiares e pelos mecanismos de gestão democrática e participativa nas instituições educativas.

6. LAURO DE OLIVEIRA LIMA



Lauro de Oliveira Lima Natural de Limoeiro do Norte, no Ceará. Nasceu em 12 de Abril de 1921, ano em que, como ele próprio assinala, o paulista Lourenço Filho inicia trabalho no Ceará, a convite do Governador Justiniano Serpa, para reformar o ensino elementar e instalar o Instituto de Educação, e em que, na Suíça, Jean Piaget publicava sua primeira obra sobre o desenvolvimento da inteligência na criança.
Iniciou seu trabalho com dinâmica de grupo e propondo o método psicogenético. Nos últimos anos de vida, Lauro foi diretor de Pesquisas do Centro Educacional Jean Piaget onde dedicou-se ao treinamento de professores, técnicos e empresários utilizando o método por ele elaborado, denominado Grupo de Treinamento para a Produtividade, que consta de seu livro “Dinâmica de Grupo no lar, na empresa e na Escola”. Além disso manteve-se ativo como escritor, tendo lançado o livro “Piaget: Sugestão aos Educadores” (1999) e “Dinâmica de Grupo” (2002). Em 1996, lançou “Para que servem as escolas?”, pela Editora Vozes, com grande sucesso de vendas.

Artigo > Prof. Marcos L Souza
Licenciado em: Pedagogia, História, Música e Educação Física . Pós-graduado em Psicopedagogia, Ed especial, Alfabetização e Letramento, Ludipedagogia.  Mestre em Educação e Ciências da Religião. Consultor, formador de educação Inclusiva, pesquisador, palestrante, escritor e cronista. Mestre em Educação e Ciências da Religião. Membro da ULA ( União Literária de Anápolis). Membro da ALBA (Academia de Letras do Brasil cadeira 23).

Informações >  Whatsapp 62 99222 5377 Assessoria  e consultoria Pedagógica.




CONHECENDO A HISTÓRIA 
DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
EDUCADORES BRASILEIROS 
MUITO A FRENTE DE SEU TEMPO

1. ANÍZIO TEIXEIRA



Principal referência sobre o tema, o educador baiano Anísio Teixeira (1900-1971) é considerado um dos mais importantes defensores do direito à educação no Brasil. Para ele, a escola era um espaço de exercício da democracia e principal instituição republicana, tendo como função a de garantir o pensamento autônomo e livre dos estudantes a fim de prepará-los para construir a sociedade desejada.
Autor de mais de dez livros, Anísio foi o criador da primeira experiência bem sucedida de educação integral no Brasil, com a criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro.
Educadores pioneiros
Além de Anísio, muitos intelectuais participaram do Movimento Escolanovista. Inspirados pelas ideias do norte-americano John Dewey, Fernando de Azevedo, Cecília Meireles, Lourenço Filho, Hermes Lima foram alguns dos humanistas que participaram da iniciativa.
Foi também o idealizador das Escolas Parque, e criador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) e da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (CAPES) e um dos fundadores da Universidade de Brasília (UNB).
Anísio esteve ainda entre os 26 autores do Manifesto Pioneiros da Educação Nova, publicado em 1932 como fruto da discussão do Movimento Escolanovista, que discutia que a educação deveria garantir a formação ampla dos estudantes e que todos da sociedade são corresponsáveis pela escola.

2. DARCY RIBEIRO



Influenciado pelas ideias do Movimento Escolanovista, e muito próximo de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro (1922-1997) foi um dos principais antropólogos e pensadores da educação no país. Além de seu envolvimento com a questão indianista no país, atuou fortemente pela defesa da escola pública e da atenção ao desenvolvimento integral dos estudantes.

Darcy Ribeiro abraça Paulo Freire, que se despedia da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Crédito: Douglas Mansur/ Acervo Paulo Freire

Foi Ministro da Educação, e depois Chefe da Casa Civil no governo João Goulart, deposto pelo golpe civil-militar em 1964. Durante o período ditatorial, teve seus direitos cassados e foi forçado a se exilar, época em que contribuiu com reformas e discussões educacionais em diferentes países. De volta ao Brasil, Darcy implementou junto ao Governo Leonel Brizola no estado do Rio de Janeiro, os Centros Integrados de Ensino Público (CIEPs), uma das principais políticas de educação integral no país, e que trouxe à tona a necessidade de integrar a assistência social às ações educacionais.
Autor de inúmeros livros e membro da Academia Brasileira de Letras, Darcy também foi o primeiro  reitor da Universidade de Brasília (UNB), e criador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), que tinha como projeto formações interdisciplinares, em proposta considerada bastante disruptiva para o cenário do ensino superior no país.

3. PAULO FREIRE



Professor pernambucano Paulo Freire (1921-1997) defendia transformações radicais para a educação. Entre suas inúmeras contribuições, estava a da necessidade de valorizar o conhecimento popular, integrando-o à pedagogia. Defensor incansável de um ideário democrático, Freire acreditava que a educação era a maior das armas contra a opressão e que a autonomia dos educandos deveria ser a principal conquista do fazer educativo. Para ele não existe ensino sem aprendizagem, em uma relação interdependente, de profundo respeito entre educador e educando.

Movimentos sociais

Vários movimentos sociais e políticos foram extremamente importantes para a história da educação integral no país. Vertentes e grupos da Igreja Católica, como as ações coordenadas por Alceu Amoroso Lima, grupos e iniciativas anarquistas, movimentos da luta por terra, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), grupos em defesa da educação popular – muitos deles inspirados por Paulo Freire, e movimentos de mulheres, contra a carestia e da educação ambiental figuram entre os muitos que defendem a atenção ao desenvolvimento integral dos estudantes e a corresponsabilidade pela educação.
Entre as suas várias contribuições à educação, Freire desenvolveu um método de alfabetização de adultos, baseado no contexto de vida dos educandos, evocando um princípio muito caro à educação integral – de vínculo e atenção ao território e às identidades dos sujeitos.
Além de sua vasta obra, o pedagogo foi secretário municipal de Educação em São Paulo, quando coordenou a implementação do Estatuto do Magistério, discutiu amplamente o direito dos profissionais da educação, apoiou as discussões sobre gestão democrática e lutou arduamente pelo direito irrestrito à educação pública para todos. O educador recebeu ainda o título de doutor Honoris Causa por 27 universidades, além de inúmeros prêmios internacionais e nacionais. Em 2012, foi declarado Patrono da Educação Brasileira.
Provavelmente um dos mais importantes pensadores da história do Brasil. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

4. MARIA NILDE MASCELLANI



A pedagoga Maria Nilde Mascellani (1931 – 1999), educadora em diferentes escolas públicas do estado de São Paulo, foi uma das idealizadoras das Classes Experimentais, proposta de educação que visava fortalecer a autonomia dos educandos e seu envolvimento na gestão escolar. Pouco tempo antes do golpe civil-militar, a professora assumiu a coordenação do Serviço de Ensino Vocacional, que tinha como objetivo disseminar e ampliar a experiência das classes por meio dos Ginásios Vocacionais.
Sofrendo inúmeras pressões da ditadura, Maria Nilde resistiu, insistindo na proposta libertária de educação e defendeu arduamente os ideais de uma escola pública autônoma. Foi presa e torturada pelo Departamento de Ordem Política e Social (Deops), indiciada como subversiva e destituída de suas funções. De volta à liberdade, Maria Nilde, que publicou inúmeros trabalhos e textos, criou um centro educacional na Faculdade de Psicologia da PUC-SP, onde foi também foi professora.

5. FLORESTAN FERNANDES



Considerado um dos sociólogos mais influentes no Brasil, Florestan Fernandes (1920-1995) teceu considerações muito importantes para o debate da educação integral no país, além de ter sido, como professor, um educador considerado exemplar – acompanhando, de perto e com atenção irrestrita, todos que foram seus alunos. Como ideia central em seu pensamento, a educação teria a capacidade de transformar a sociedade, e a escola seria a instituição prioritária de fortalecimento do que ele chamava de cultura cívica, a atenção ao interesse comum, àquilo que é público.
Florestan defendia que democracia era a liberdade de educar e o direito irrestrito de estudar. Foi árduo debatedor da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada pouco tempo depois de sua morte e que enuncia o direito à educação integral.
Defensor das ideias do amigo Darcy Ribeiro, o sociólogo pontuava sempre a importância de se enfrentar as heranças coloniais e escravocratas, com o combate ao racismo e todas as formas de exclusão e opressão e da construção de um projeto de educação para todos com equidade no país.
Ativo na luta pela escola pública,  foi um dos principais advogados pelo Piso Salarial dos Professores, pela Eleição de Diretores pela comunidade escolar, incluindo estudantes e familiares e pelos mecanismos de gestão democrática e participativa nas instituições educativas.

6. LAURO DE OLIVEIRA LIMA



Lauro de Oliveira Lima Natural de Limoeiro do Norte, no Ceará. Nasceu em 12 de Abril de 1921, ano em que, como ele próprio assinala, o paulista Lourenço Filho inicia trabalho no Ceará, a convite do Governador Justiniano Serpa, para reformar o ensino elementar e instalar o Instituto de Educação, e em que, na Suíça, Jean Piaget publicava sua primeira obra sobre o desenvolvimento da inteligência na criança.
Iniciou seu trabalho com dinâmica de grupo e propondo o método psicogenético. Nos últimos anos de vida, Lauro foi diretor de Pesquisas do Centro Educacional Jean Piaget onde dedicou-se ao treinamento de professores, técnicos e empresários utilizando o método por ele elaborado, denominado Grupo de Treinamento para a Produtividade, que consta de seu livro “Dinâmica de Grupo no lar, na empresa e na Escola”. Além disso manteve-se ativo como escritor, tendo lançado o livro “Piaget: Sugestão aos Educadores” (1999) e “Dinâmica de Grupo” (2002). Em 1996, lançou “Para que servem as escolas?”, pela Editora Vozes, com grande sucesso de vendas.

Artigo > Prof. Marcos L Souza
Licenciado em: Pedagogia, História, Música e Educação Física . Pós-graduado em Psicopedagogia, Ed especial, Alfabetização e Letramento, Ludipedagogia.  Mestre em Educação e Ciências da Religião. Consultor, formador de educação Inclusiva, pesquisador, palestrante, escritor e cronista. Mestre em Educação e Ciências da Religião. Membro da ULA ( União Literária de Anápolis). Membro da ALBA (Academia de Letras do Brasil cadeira 23).

Informações >  Whatsapp 62 99222 5377 Assessoria  e consultoria Pedagógica.



Dicas para relatórios


DICAS PARA RELATÓRIOS 
(Educação Infantil)

ÁREA SOCIAL E AFETIVA:
➢ Adaptou-­se com naturalidade. / Ainda não completou seu processo de adaptação;
➢ Ainda mostra-­se resistente ao atender algumas regras da escola;
➢ É assíduo e pontual;
➢ Ainda não respeita os pertences dos alunos;
➢ Aceita esperar sua vez;
➢ Distingue os diferentes momentos e situações dentro da escola, respeitando-­as; ➢ Participa das atividades em grupo demonstrado interesse e cooperação;
➢ Tem preferência por atividades individuais;
➢ Tem bom relacionamento com todos que convive;
➢ Relaciona­se progressivamente com mais crianças, com outros professores e com demais profissionais da escola;
➢ Apresenta­se seguro em suas ações (ainda não...);
➢ Demonstra ter imagem positiva de si, ampliando suas autoconfiança e identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades, agindo de acordo com elas;
➢ Valoriza o diálogo como forma de lidar com os conflitos Demonstra iniciativa na resolução de pequenos problemas;
➢ Demonstra iniciativa na resolução de pequenos problemas;
➢ Mostra­-se interessado em enfrentar desafios;
➢ Expressa seus sentimentos com clareza;
➢ Preocupa­se em cuidar dos materiais de uso individual e coletivo;
➢ Ainda apresenta­se bastante inquieto o que impede de participar ativamente das atividades propostas;
➢ Mostra­se carinhoso, alegre, tímido;
➢ Às vezes mostra­se agressivo com alguns coleguinhas;
➢ Valoriza atitudes de preservação e manutenção dos espaços coletivos;
➢ Reconhece e utiliza hábitos sociais, valores e atitudes como preservação do convívio social, ética e saúde;
➢ Demonstra assiduidade e pontualidade; ➢ Mantém um padrão de comportamento e relacionamento convencional;
➢ Demonstra comportamento desejável em sala de aula;
➢ Tem iniciativa e interesse nas atividades propostas;
➢ Relaciona­se bem com colegas, professores e demais funcionários;
➢ Participa das atividades em grupo;
➢ Coopera com o grupo;
➢ Lidera as atividades em grupo;
➢ Partilha e empresta material de bom grado;
➢ Obedece as regras do grupo e da escola;
➢ Reconhece seus direitos e deveres;
➢ Escuta e tem atenção quando outros falam;
➢ Respeita a opinião dos outros;
➢ Cuida do material e do patrimônio escolar;
➢ Mantém a pasta organizada e os cadernos em ordem;
➢ É capaz de concluir as atividades propostas em tempo desejável;
➢ Respeita regras que orientam as dependências da escola;
➢ Expressa seus sentimentos com clareza, valorizando o outro como forma de
reconhecimento e amizade;
➢ É dedicado e caprichoso;
➢ É atencioso e disciplinado;
➢ É observador e curioso;
➢ Demonstra confiança e companheirismo;
➢ Conversa sobre seus medos, sonhos, fantasias demonstrando claramente seus
sentimentos muitas vezes ocultos;
➢ Mostra iniciativa, interesse e entusiasmo em enfrentar desafios;
➢ Sabe pedir desculpas e perdoar espontaneamente;
➢ Guarda mágoas;
➢ Supera conflitos;
➢ Concentra-­se nas tarefas propostas;
➢ É solidário com o colega;
➢ É resistente.
➢ É arredio;
➢ É inquieto;
➢ É egoísta;
➢ Demonstra agressividade;
➢ É ansioso;
➢ É inseguro;
➢ Demonstra timidez;
➢ É carinhoso com colegas e professora;
➢ Demonstra-­se alegre;
➢ Apresenta tristeza em determinados momentos;
➢ Estabelece vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças fortalecendo sua
auto­estima;
➢ Adaptou­-se a escola e a turma. Amplia consideravelmente seu círculo de relações
pessoais.Demonstra independência;
➢ Supera dificuldades sem ajuda;
➢ Demonstra iniciativa na resolução de pequenos conflitos;
➢ Enfrenta desafios com autonomia;
➢ Respeita a participação alheia;
➢ Tem bom relacionamento nas atividades em grupo;
➢ Apresenta organização e responsabilidade no jogos;
➢ Demonstra decisão e autonomia;
➢ Demonstra atenção, empenho e respeito no momento da fala do colega e do professor;
➢ Questiona a professora;
➢ Inicia as atividades logo que são propostas;
➢ Assume responsabilidade pelos seus atos. ➢ Aceita opiniões divergentes da sua;
➢ Pede ajuda quando precisa;
➢ É curioso em relação a novos conhecimentos;
➢ É desinibido para expressar suas opiniões;
➢ Espera sua vez de falar;
➢ Revela confiança em si próprio;
➢ Realiza as tarefas de casa com prontidão;
➢ Manifesta afeto e respeito mútuo com colegas e professora;
➢ Brinca expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades.


CONHECIMENTO DE MUNDO
MOVIMENTO:
➢ Apropria­-se progressivamente da imagem global do seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo;
➢ Demonstra controlar o equilíbrio do corpo em diversas situações;
➢ É capaz de coordenar a sua ação com a dos companheiros quando o jogo requer;
➢ Explora diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade;
➢ Controla gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de
deslocamento;
➢ Participa com interesse de brincadeiras e jogos cantados e rítmicos;
➢ Agrada­-lhe manipular objetos e brinquedos que permitem o aperfeiçoamento das suas
habilidades manuais;
➢ Identifica diferentes sensações táteis olfativas, gustativas e sonoras;
➢ Amarra os cordões dos sapatos, recorta com precisão, monta quebra-­cabeça com peças médias (grandes ou pequenas).


ARTES VISUAIS:
➢ Ouve e aprecia produções musicais;
➢ Brinca com a música imitando, inventando, criando e reproduzindo criações musicais;
➢ Utiliza­se da expressão musical e artística como forma de comunicação e interação com os outros, ampliando seu conhecimento de mundo;
➢ Interessa­-se pelas Artes, demonstrando admiração e gosto pelas produções da escola e pelas obras regionais (nacionais e internacionais);
➢ Percebe na escuta sentimentos e emoções subjacentes à produção musical;
➢ Cria textos e melodias, compondo pequenas canções para expressar­-se;
➢ Explora diversas linguagens visuais, conhecendo e utilizando diversos materiais para produzir trabalhos artísticos;
➢ Demonstra atitude de auto­confiança e respeito por sua produção artística e a dos colegas.


LINGUAGEM ORAL E ESCRITA:
➢ Participa com interesse de atividades orais;
➢ Tem vocabulário diversificado e rico;
➢ Vem ampliando seu vocabulário gradativamente;
➢ Ainda não participa de atividades orais;
➢ Transmite recados;
➢ Dialoga com colegas e professor;
➢ Faz reconto de histórias;
➢ Fala parlendas e trava­línguas trabalhadas;
➢ Expressa­-se com frases corretas e acabadas;
➢ Expressa­-se com clareza;
➢ Ainda na demonstra compreender explicações que são dadas;
➢ Ainda não pronuncia alguns sons;
➢ Recita poemas;
➢ Utiliza expressões de cortesia;
➢ Aprecia o material de leitura selecionado, lendo de acordo com suas possibilidades;
➢ Participa com prazer das rodas de conversa;
➢ Argumenta suas ideias;
➢ Elabora e responde perguntas;
➢ Sabe dizer seu nome completo;
➢ Incorpora e recorda palavras facilmente;
➢ Usa a linguagem para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades, opiniões, ideias, preferências, sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano;
➢ Elabora perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos dos quais participa;
➢ Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal;
➢ Reconta histórias conhecidas com aproximação às características da história original;
➢ Conhece e reproduz jogos verbais como parlendas, trava­línguas, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções;
➢ Veicula suas ideias articulando corretamente as palavras;
➢ Expõe oralmente suas ideias de forma lógica;
➢ Argumenta e defende suas ideias;
➢ Expressa-­se com fluência adequando sua fala a diferentes situações;
➢ Apropria­-se progressivamente de novas palavras ampliando seu vocabulário;
➢ Utiliza adequadamente as palavras entendendo os seus significados e empregando-­as corretamente;
➢ Compreende mensagens dirigidas ao grupo;
➢ Sabe dar recados;
➢ Ouve com atenção uma história, perguntas e diálogos;
➢ Descreve gravuras;
➢ Interpreta histórias;
➢ Reproduz oralmente um fato ocorrido;
➢ Usa recursos gestuais e faciais pertinentes ao comunicar­-se;
➢ Utiliza­-se de argumentos consistentes para defender seus pontos de vista;
➢ Participa de situações de comunicação oral manifestando sua opinião e ouvindo os outros;
➢ Narra histórias conhecidas e situações vividas.


ESCRITA:
➢ Distingue palavras de desenhos;
➢ Reconhece e escreve seu nome;
➢ Reconhece nomes dos colegas;
➢ Escreve nomes dos colegas;
➢ Identifica e escreve letras do alfabeto;
➢ Conhece e diferencia letras de números e símbolos;
➢ Reconhece a letra inicial e final dos nomes percebendo a posição da letras na palavra;
➢ Participa de situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita;
➢ Escreve seu nome em situações em que isso é necessário;
➢ Reconhece as ideias contidas em alguns símbolos usuais;
➢ Utiliza-­se do desenho para representação e o registro de suas ideias;
➢ Reconhece e utiliza o espaçamento convencional entre as palavras;
➢ Escreve obedecendo a direção esquerda/direita e de cima para baixo;
➢ Associa as letras do alfabeto à 1ª letra das palavras conhecidas;
➢ Compreende pequenos textos trabalhados e faz leitura correspondente;
➢ Mostra-­se cuidadoso no traçado das letras;
➢ Acompanha o registro feito no quadro pela professora;
➢ Elabora desenho dentro de um contexto;
➢ Faz leitura de imagens, rótulos, figuras e símbolos;
➢ Compreende que as palavras são formadas por letras e texto formado por palavras;
➢ Destaca uma determinada palavra dentro de um texto trabalhado;
➢ Completa frases de acordo com o texto;
➢ Reorganiza frases e palavras de textos trabalhados;
➢ Reestrutura e organiza ideias na reescrita de textos trabalhados;
➢ Identifica o número de letras das palavras.


NÍVEIS DE CONCEITUALIZAÇÃO DA ESCRITA:
➢ Ainda não faz a correspondência entre letras e os sons. Inventa desenhos garatujas e rabiscos para representas a escrita;
➢ Uso de letras muitas vezes do próprio nome ou misturam números e letras para
representar a escrita;
➢ Utiliza muitas letras para escrever o nome de coisas grandes e que coisas pequenas têm nomes pequenos;
➢ Escreve uma palavra utilizando uma variedade de letras, acredita que para escrever tem que variar as letras;
➢ Acredita que existe relação entre o que se fala e o que se escreve. Faz correspondência entre quantidade de sílabas e uma letra para cada sílaba sem valor sonoro, não se preocupa com a correspondência do som e letra;
➢ Utiliza uma letra para representar cada sílaba com valor sonoro. Às vezes só usa vogais, ou só consoantes, ou consoantes e vogais;
➢ Já escreve combinando consoante e vogais formando sílabas, mas as vezes não forma a sílaba completa usando só vogais ou só consoantes.


RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO:
➢ Utiliza contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais reconheça sua
necessidade;
➢ Identifica a posição de um objeto ou número numa série;
➢ Identifica números nos diferentes contextos em que se encontram;
➢ Identifica números maiores ou menores, ordenando-­os;
➢ Ordena números na seqüência ascendente;
➢ Identifica números que estão faltando numa série numérica;
➢ Reconhece o número que vem logo antes ou logo depois de um determinado número;
➢ Conta correspondendo um a um os nomes dos números aos objetos a serem contados;
➢ Lê números conhecidos de modo convencional;
➢ Usa números para registrar quantidades;
➢ Sabe ordenar quantidades e números;
➢ Identifica e nomeia formas e tamanhos;
➢ Identifica posição e se situa no espaço;
➢ Discrimina semelhanças e diferenças em objetos;
➢ Resolve situações problemáticas simples;
➢ Consegue organizar objetos de acordo com os atributos;
➢ Identifica e nomeia conceitos e cores;
➢ Reconhece os diversos significados e interpretações dos conceitos;
➢ Reconhece grandezas e suas medidas em diversas situações;
➢ Estabelece relações, compreende facilmente números de 0 a 9 e consegue associá-­los para completar um conjunto com a quantidade pedida;
➢ Organiza objetos na forma ascendente e descendente de acordo com os atributos,
tamanho, cor, forma, peso, etc.;
➢ Emprega corretamente o vocabulário matemático relacionado a conceitos diversos;
➢ Utiliza noções espaciais básicas para explicar direções;
➢ Resolve situações problemáticas;
➢ É capaz de dizer uma série numérica de ___ a ___, recitando os números em ordem;
➢ Identifica o maior entre dois números, o que vem logo antes e logo depois;
➢ Utiliza noções simples de cálculo metal como ferramenta para resolver problemas.


NATUREZA E SOCIEDADE:
➢ Manifesta opiniões próprias sobre acontecimentos, busca informações e confronta ideais;
➢ Participa com interesse de todas as atividades desenvolvidas envolvendo o tema estudado;

➢ Imagina soluções para os problemas apresentados;
➢ Participa de conversas formulando perguntas sobre o conteúdo trabalhado;
➢ Estabelece algumas relações entre o modo de vida característico de seus grupo social e de outros;
➢ Reconhece a importância da preservação das espécies para a qualidade da vida
humana;
➢ Reconhece e utiliza hábitos de higiene como preservação e prevenção de saúde;
➢ Identifica os fenômenos mais simples da natureza , suas causas e efeitos;
➢ Utiliza conceitos próprios relacionados ao corpo (partes,desenvolvimento, funções,
cuidados);
➢ Reconhece o meio ambiente como fator de sobrevivência dos seres;
➢ Tem consciência da preservação do meio ambiente;
➢ Age com educação ambiental;
➢ Identifica o espaço mais próximo e sabe se situar nele;
➢ Nomeia lugares e pessoas conhecidas;
➢ Identifica sua história de vida e dos seus familiares.


OBSERVAÇÕES:
➢ A agitação e ou dispersão tem afetado o desempenho do(a) aluno(a);
➢ Faz regularmente o para casa, completo e com capricho;
➢ Requer constante supervisão da professora;
➢ Suas faltas tem afetado o seu desempenho;
➢ Demora mais que o tempo previsto para realizar as atividades propostas.




DICAS PARA RELATÓRIOS 
(Educação Infantil)

ÁREA SOCIAL E AFETIVA:
➢ Adaptou-­se com naturalidade. / Ainda não completou seu processo de adaptação;
➢ Ainda mostra-­se resistente ao atender algumas regras da escola;
➢ É assíduo e pontual;
➢ Ainda não respeita os pertences dos alunos;
➢ Aceita esperar sua vez;
➢ Distingue os diferentes momentos e situações dentro da escola, respeitando-­as; ➢ Participa das atividades em grupo demonstrado interesse e cooperação;
➢ Tem preferência por atividades individuais;
➢ Tem bom relacionamento com todos que convive;
➢ Relaciona­se progressivamente com mais crianças, com outros professores e com demais profissionais da escola;
➢ Apresenta­se seguro em suas ações (ainda não...);
➢ Demonstra ter imagem positiva de si, ampliando suas autoconfiança e identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades, agindo de acordo com elas;
➢ Valoriza o diálogo como forma de lidar com os conflitos Demonstra iniciativa na resolução de pequenos problemas;
➢ Demonstra iniciativa na resolução de pequenos problemas;
➢ Mostra­-se interessado em enfrentar desafios;
➢ Expressa seus sentimentos com clareza;
➢ Preocupa­se em cuidar dos materiais de uso individual e coletivo;
➢ Ainda apresenta­se bastante inquieto o que impede de participar ativamente das atividades propostas;
➢ Mostra­se carinhoso, alegre, tímido;
➢ Às vezes mostra­se agressivo com alguns coleguinhas;
➢ Valoriza atitudes de preservação e manutenção dos espaços coletivos;
➢ Reconhece e utiliza hábitos sociais, valores e atitudes como preservação do convívio social, ética e saúde;
➢ Demonstra assiduidade e pontualidade; ➢ Mantém um padrão de comportamento e relacionamento convencional;
➢ Demonstra comportamento desejável em sala de aula;
➢ Tem iniciativa e interesse nas atividades propostas;
➢ Relaciona­se bem com colegas, professores e demais funcionários;
➢ Participa das atividades em grupo;
➢ Coopera com o grupo;
➢ Lidera as atividades em grupo;
➢ Partilha e empresta material de bom grado;
➢ Obedece as regras do grupo e da escola;
➢ Reconhece seus direitos e deveres;
➢ Escuta e tem atenção quando outros falam;
➢ Respeita a opinião dos outros;
➢ Cuida do material e do patrimônio escolar;
➢ Mantém a pasta organizada e os cadernos em ordem;
➢ É capaz de concluir as atividades propostas em tempo desejável;
➢ Respeita regras que orientam as dependências da escola;
➢ Expressa seus sentimentos com clareza, valorizando o outro como forma de
reconhecimento e amizade;
➢ É dedicado e caprichoso;
➢ É atencioso e disciplinado;
➢ É observador e curioso;
➢ Demonstra confiança e companheirismo;
➢ Conversa sobre seus medos, sonhos, fantasias demonstrando claramente seus
sentimentos muitas vezes ocultos;
➢ Mostra iniciativa, interesse e entusiasmo em enfrentar desafios;
➢ Sabe pedir desculpas e perdoar espontaneamente;
➢ Guarda mágoas;
➢ Supera conflitos;
➢ Concentra-­se nas tarefas propostas;
➢ É solidário com o colega;
➢ É resistente.
➢ É arredio;
➢ É inquieto;
➢ É egoísta;
➢ Demonstra agressividade;
➢ É ansioso;
➢ É inseguro;
➢ Demonstra timidez;
➢ É carinhoso com colegas e professora;
➢ Demonstra-­se alegre;
➢ Apresenta tristeza em determinados momentos;
➢ Estabelece vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças fortalecendo sua
auto­estima;
➢ Adaptou­-se a escola e a turma. Amplia consideravelmente seu círculo de relações
pessoais.Demonstra independência;
➢ Supera dificuldades sem ajuda;
➢ Demonstra iniciativa na resolução de pequenos conflitos;
➢ Enfrenta desafios com autonomia;
➢ Respeita a participação alheia;
➢ Tem bom relacionamento nas atividades em grupo;
➢ Apresenta organização e responsabilidade no jogos;
➢ Demonstra decisão e autonomia;
➢ Demonstra atenção, empenho e respeito no momento da fala do colega e do professor;
➢ Questiona a professora;
➢ Inicia as atividades logo que são propostas;
➢ Assume responsabilidade pelos seus atos. ➢ Aceita opiniões divergentes da sua;
➢ Pede ajuda quando precisa;
➢ É curioso em relação a novos conhecimentos;
➢ É desinibido para expressar suas opiniões;
➢ Espera sua vez de falar;
➢ Revela confiança em si próprio;
➢ Realiza as tarefas de casa com prontidão;
➢ Manifesta afeto e respeito mútuo com colegas e professora;
➢ Brinca expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades.


CONHECIMENTO DE MUNDO
MOVIMENTO:
➢ Apropria­-se progressivamente da imagem global do seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo;
➢ Demonstra controlar o equilíbrio do corpo em diversas situações;
➢ É capaz de coordenar a sua ação com a dos companheiros quando o jogo requer;
➢ Explora diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade;
➢ Controla gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de
deslocamento;
➢ Participa com interesse de brincadeiras e jogos cantados e rítmicos;
➢ Agrada­-lhe manipular objetos e brinquedos que permitem o aperfeiçoamento das suas
habilidades manuais;
➢ Identifica diferentes sensações táteis olfativas, gustativas e sonoras;
➢ Amarra os cordões dos sapatos, recorta com precisão, monta quebra-­cabeça com peças médias (grandes ou pequenas).


ARTES VISUAIS:
➢ Ouve e aprecia produções musicais;
➢ Brinca com a música imitando, inventando, criando e reproduzindo criações musicais;
➢ Utiliza­se da expressão musical e artística como forma de comunicação e interação com os outros, ampliando seu conhecimento de mundo;
➢ Interessa­-se pelas Artes, demonstrando admiração e gosto pelas produções da escola e pelas obras regionais (nacionais e internacionais);
➢ Percebe na escuta sentimentos e emoções subjacentes à produção musical;
➢ Cria textos e melodias, compondo pequenas canções para expressar­-se;
➢ Explora diversas linguagens visuais, conhecendo e utilizando diversos materiais para produzir trabalhos artísticos;
➢ Demonstra atitude de auto­confiança e respeito por sua produção artística e a dos colegas.


LINGUAGEM ORAL E ESCRITA:
➢ Participa com interesse de atividades orais;
➢ Tem vocabulário diversificado e rico;
➢ Vem ampliando seu vocabulário gradativamente;
➢ Ainda não participa de atividades orais;
➢ Transmite recados;
➢ Dialoga com colegas e professor;
➢ Faz reconto de histórias;
➢ Fala parlendas e trava­línguas trabalhadas;
➢ Expressa­-se com frases corretas e acabadas;
➢ Expressa­-se com clareza;
➢ Ainda na demonstra compreender explicações que são dadas;
➢ Ainda não pronuncia alguns sons;
➢ Recita poemas;
➢ Utiliza expressões de cortesia;
➢ Aprecia o material de leitura selecionado, lendo de acordo com suas possibilidades;
➢ Participa com prazer das rodas de conversa;
➢ Argumenta suas ideias;
➢ Elabora e responde perguntas;
➢ Sabe dizer seu nome completo;
➢ Incorpora e recorda palavras facilmente;
➢ Usa a linguagem para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades, opiniões, ideias, preferências, sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano;
➢ Elabora perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos dos quais participa;
➢ Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal;
➢ Reconta histórias conhecidas com aproximação às características da história original;
➢ Conhece e reproduz jogos verbais como parlendas, trava­línguas, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções;
➢ Veicula suas ideias articulando corretamente as palavras;
➢ Expõe oralmente suas ideias de forma lógica;
➢ Argumenta e defende suas ideias;
➢ Expressa-­se com fluência adequando sua fala a diferentes situações;
➢ Apropria­-se progressivamente de novas palavras ampliando seu vocabulário;
➢ Utiliza adequadamente as palavras entendendo os seus significados e empregando-­as corretamente;
➢ Compreende mensagens dirigidas ao grupo;
➢ Sabe dar recados;
➢ Ouve com atenção uma história, perguntas e diálogos;
➢ Descreve gravuras;
➢ Interpreta histórias;
➢ Reproduz oralmente um fato ocorrido;
➢ Usa recursos gestuais e faciais pertinentes ao comunicar­-se;
➢ Utiliza­-se de argumentos consistentes para defender seus pontos de vista;
➢ Participa de situações de comunicação oral manifestando sua opinião e ouvindo os outros;
➢ Narra histórias conhecidas e situações vividas.


ESCRITA:
➢ Distingue palavras de desenhos;
➢ Reconhece e escreve seu nome;
➢ Reconhece nomes dos colegas;
➢ Escreve nomes dos colegas;
➢ Identifica e escreve letras do alfabeto;
➢ Conhece e diferencia letras de números e símbolos;
➢ Reconhece a letra inicial e final dos nomes percebendo a posição da letras na palavra;
➢ Participa de situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita;
➢ Escreve seu nome em situações em que isso é necessário;
➢ Reconhece as ideias contidas em alguns símbolos usuais;
➢ Utiliza-­se do desenho para representação e o registro de suas ideias;
➢ Reconhece e utiliza o espaçamento convencional entre as palavras;
➢ Escreve obedecendo a direção esquerda/direita e de cima para baixo;
➢ Associa as letras do alfabeto à 1ª letra das palavras conhecidas;
➢ Compreende pequenos textos trabalhados e faz leitura correspondente;
➢ Mostra-­se cuidadoso no traçado das letras;
➢ Acompanha o registro feito no quadro pela professora;
➢ Elabora desenho dentro de um contexto;
➢ Faz leitura de imagens, rótulos, figuras e símbolos;
➢ Compreende que as palavras são formadas por letras e texto formado por palavras;
➢ Destaca uma determinada palavra dentro de um texto trabalhado;
➢ Completa frases de acordo com o texto;
➢ Reorganiza frases e palavras de textos trabalhados;
➢ Reestrutura e organiza ideias na reescrita de textos trabalhados;
➢ Identifica o número de letras das palavras.


NÍVEIS DE CONCEITUALIZAÇÃO DA ESCRITA:
➢ Ainda não faz a correspondência entre letras e os sons. Inventa desenhos garatujas e rabiscos para representas a escrita;
➢ Uso de letras muitas vezes do próprio nome ou misturam números e letras para
representar a escrita;
➢ Utiliza muitas letras para escrever o nome de coisas grandes e que coisas pequenas têm nomes pequenos;
➢ Escreve uma palavra utilizando uma variedade de letras, acredita que para escrever tem que variar as letras;
➢ Acredita que existe relação entre o que se fala e o que se escreve. Faz correspondência entre quantidade de sílabas e uma letra para cada sílaba sem valor sonoro, não se preocupa com a correspondência do som e letra;
➢ Utiliza uma letra para representar cada sílaba com valor sonoro. Às vezes só usa vogais, ou só consoantes, ou consoantes e vogais;
➢ Já escreve combinando consoante e vogais formando sílabas, mas as vezes não forma a sílaba completa usando só vogais ou só consoantes.


RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO:
➢ Utiliza contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais reconheça sua
necessidade;
➢ Identifica a posição de um objeto ou número numa série;
➢ Identifica números nos diferentes contextos em que se encontram;
➢ Identifica números maiores ou menores, ordenando-­os;
➢ Ordena números na seqüência ascendente;
➢ Identifica números que estão faltando numa série numérica;
➢ Reconhece o número que vem logo antes ou logo depois de um determinado número;
➢ Conta correspondendo um a um os nomes dos números aos objetos a serem contados;
➢ Lê números conhecidos de modo convencional;
➢ Usa números para registrar quantidades;
➢ Sabe ordenar quantidades e números;
➢ Identifica e nomeia formas e tamanhos;
➢ Identifica posição e se situa no espaço;
➢ Discrimina semelhanças e diferenças em objetos;
➢ Resolve situações problemáticas simples;
➢ Consegue organizar objetos de acordo com os atributos;
➢ Identifica e nomeia conceitos e cores;
➢ Reconhece os diversos significados e interpretações dos conceitos;
➢ Reconhece grandezas e suas medidas em diversas situações;
➢ Estabelece relações, compreende facilmente números de 0 a 9 e consegue associá-­los para completar um conjunto com a quantidade pedida;
➢ Organiza objetos na forma ascendente e descendente de acordo com os atributos,
tamanho, cor, forma, peso, etc.;
➢ Emprega corretamente o vocabulário matemático relacionado a conceitos diversos;
➢ Utiliza noções espaciais básicas para explicar direções;
➢ Resolve situações problemáticas;
➢ É capaz de dizer uma série numérica de ___ a ___, recitando os números em ordem;
➢ Identifica o maior entre dois números, o que vem logo antes e logo depois;
➢ Utiliza noções simples de cálculo metal como ferramenta para resolver problemas.


NATUREZA E SOCIEDADE:
➢ Manifesta opiniões próprias sobre acontecimentos, busca informações e confronta ideais;
➢ Participa com interesse de todas as atividades desenvolvidas envolvendo o tema estudado;

➢ Imagina soluções para os problemas apresentados;
➢ Participa de conversas formulando perguntas sobre o conteúdo trabalhado;
➢ Estabelece algumas relações entre o modo de vida característico de seus grupo social e de outros;
➢ Reconhece a importância da preservação das espécies para a qualidade da vida
humana;
➢ Reconhece e utiliza hábitos de higiene como preservação e prevenção de saúde;
➢ Identifica os fenômenos mais simples da natureza , suas causas e efeitos;
➢ Utiliza conceitos próprios relacionados ao corpo (partes,desenvolvimento, funções,
cuidados);
➢ Reconhece o meio ambiente como fator de sobrevivência dos seres;
➢ Tem consciência da preservação do meio ambiente;
➢ Age com educação ambiental;
➢ Identifica o espaço mais próximo e sabe se situar nele;
➢ Nomeia lugares e pessoas conhecidas;
➢ Identifica sua história de vida e dos seus familiares.


OBSERVAÇÕES:
➢ A agitação e ou dispersão tem afetado o desempenho do(a) aluno(a);
➢ Faz regularmente o para casa, completo e com capricho;
➢ Requer constante supervisão da professora;
➢ Suas faltas tem afetado o seu desempenho;
➢ Demora mais que o tempo previsto para realizar as atividades propostas.




Alunos pré-silábicos e silábicos: como fazê-los avançar?

Hipóteses de escrita de alunos pré-silábicos e silábicos: como fazê-los avançar

Veja sugestões de práticas de leitura e escrita para os alunos avançarem na alfabetização inicial...

Uma das tarefas mais difíceis na Alfabetização é planejar e produzir atividades que possam atender alunos de diferentes hipóteses de escrita. Isso se torna ainda mais desafiador diante de alunos pré-silábicos e silábicos sem e com valor sonoro, que estão no início do processo de Alfabetização. 

Se não levarmos em conta a heterogeneidade de nossas turmas, corremos o risco de oferecer atividades inadequadas, que não contribuem para a progressão de sua aprendizagem, seja porque são muito fáceis e não oferecem um desafio; seja porque são difíceis demais e demandam mais esforço cognitivo. Devemos evitar atividades que não levam em conta o que a criança pensa e como ela concebe a escrita em sua fase de desenvolvimento.


Hipótese pré-silábica
Esses alunos ainda não compreendem a correspondência entre o falado e o escrito. Sua leitura é feita de forma global, com o dedo deslizando por toda a escrita, de forma contínua. A escrita do aluno, nessa hipótese, pode ser grafada com letras, desenhos e outros símbolos.
Dentro dessa hipótese de escrita, os alunos inicialmente escrevem sem se preocupar com a quantidade de letras e com que letras ou símbolos deve escrever. Também não se preocupam com a diferença que existe entre essas letras e símbolos. Depois, passam a pensar que para escrever é preciso ter uma quantidade mínima de letras ou símbolos, com variações, dentro da palavra, mas não entre uma palavra e outra. Quando vai avançando dentro dessa hipótese, passa a pensar que, para escrever, precisamos de uma quantidade mínima de letras ou símbolos, e que eles têm variações dentro da palavra e entre uma palavra e outra.
Hipótese silábica
Os alunos que estão nessa hipótese passam por uma significativa evolução, pois compreendem que a escrita é a representação da fala e estabelecem relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba e atribuindo a cada sílaba uma letra, que pode ou não ter o valor sonoro convencional.
Com Emília Ferreiro, passamos a compreender melhor a importância de se propor a interação entre alunos em diferentes hipóteses, pois eles aprendem e se desenvolvem a partir desse confronto, durante as interações e nas relações estabelecidas em práticas de linguagem significativas.
Nossa prática educativa deve prever e oportunizar momentos para esses alunos em diferentes hipóteses. Nosso foco deve ser no que eles já sabem, e não no que eles ainda não sabem. Essas atividades devem ser organizadas e desenvolvidas levando em conta os agrupamentos produtivos. 
A seguir, indico duas atividades que envolvem leitura e escrita para alunos que se encontram nas hipóteses pré-silábico e silábico:
Escrita de lista: Nomes dos alunos da turma
Os alunos devem escrever uma lista com nomes da turma. Eles serão utilizados também para consulta na hora de etiquetar materiais escolares. A atividade deve ser realizada em duplas. O aluno pré-silábico dita os nomes a serem escritos e o aluno em hipótese silábica escreve.
Assim começa o primeiro conflito para os alunos do primeiro nível, que ainda não associam a escrita à fala. A fala é associada à escrita em um contexto real no processo de ditar para outra pessoa escrever.
Para os alunos que escrevem, surgem dúvidas e descobertas sobre como escrever, quais e quantas letras usar, como escrever diferenciando nomes de tantos colegas de turma. Hora de fazer perguntas sobre as letras que iniciam, nomes com sons parecidos, sobre a quantidade de letras usadas, entre outros questionamentos, e pedir que leiam, mostrando com o dedo onde estão lendo.
Para completar e finalizar essa etapa, você pode oferecer as letras móveis que compõem o nome escrito, para que os alunos comparem as escritas e percebam diferenças e semelhanças. Depois, para validar a atividade, ofereça a lista completa dos nomes para os alunos buscarem aqueles que escreveram.
As duplas não precisam necessariamente escrever toda a lista, ela pode ser dividida. Cada dupla escreve pelo menos cinco nomes. Essa atividade pode ser feita toda semana, com a escrita de outras listas.
Dá trabalho! Exige atenção quase que individualizada, boas perguntas que levem à reflexão e orientações para que escrevam da melhor maneira possível. 
Leitura de texto de memória
Para a atividade, é necessário organizar a turma em grupos de no máximo quatro alunos, da seguinte maneira:
2 pré-silábicos
1 silábico sem valor sonoro
1 silábico com valor sonoro
Proponha a leitura de textos de memória. Para cada grupo, um texto diferente. Podem ser parlendas ou músicas de brincadeiras, como "Pirulito que bate bate", "Corre cotia", etc.
Escreva o texto em cartazes, usando letras maiúsculas, e fixe-os na lousa. Para os alunos, apresente o mesmo texto em frases separadas. A ideia é confrontar conhecimentos de hipóteses nos grupos.
Primeiro, a turma toda brinca cantando ou recitando os versos. Depois você deve ler o texto do cartaz de cada grupo, mostrando onde está lendo. Faça isso algumas vezes.
Proponha, em seguida, o desafio: montar os versos do texto na ordem correta. Acompanhe cada grupo, fazendo questionamentos sobre as palavras, seus sons que se repetem, frases que iniciam o texto. Peça que eles circulem palavras em destaque, como pirulito.
Para finalizar, cada grupo deve ler o texto para turma. Lembre-se que os alunos já leem, mesmo ainda sem saber ler convencionalmente. Em atividades como essas é que a leitura passa a ter sentido. Essa atividade pode ser realizada toda semana. Você logo vai perceber a evolução da leitura da turma.
São atividades simples, mas muitas vezes, na busca de práticas inovadoras, esquecemos que o básico é uma boa base de aprendizagem. Na semana que vem, continuo falando um pouco sobre cada hipótese de escrita e que tipo de atividade pode ser feita para elas.

Artigo escrito por: Mara Mansani



Hipóteses de escrita de alunos pré-silábicos e silábicos: como fazê-los avançar

Veja sugestões de práticas de leitura e escrita para os alunos avançarem na alfabetização inicial...

Uma das tarefas mais difíceis na Alfabetização é planejar e produzir atividades que possam atender alunos de diferentes hipóteses de escrita. Isso se torna ainda mais desafiador diante de alunos pré-silábicos e silábicos sem e com valor sonoro, que estão no início do processo de Alfabetização. 

Se não levarmos em conta a heterogeneidade de nossas turmas, corremos o risco de oferecer atividades inadequadas, que não contribuem para a progressão de sua aprendizagem, seja porque são muito fáceis e não oferecem um desafio; seja porque são difíceis demais e demandam mais esforço cognitivo. Devemos evitar atividades que não levam em conta o que a criança pensa e como ela concebe a escrita em sua fase de desenvolvimento.


Hipótese pré-silábica
Esses alunos ainda não compreendem a correspondência entre o falado e o escrito. Sua leitura é feita de forma global, com o dedo deslizando por toda a escrita, de forma contínua. A escrita do aluno, nessa hipótese, pode ser grafada com letras, desenhos e outros símbolos.
Dentro dessa hipótese de escrita, os alunos inicialmente escrevem sem se preocupar com a quantidade de letras e com que letras ou símbolos deve escrever. Também não se preocupam com a diferença que existe entre essas letras e símbolos. Depois, passam a pensar que para escrever é preciso ter uma quantidade mínima de letras ou símbolos, com variações, dentro da palavra, mas não entre uma palavra e outra. Quando vai avançando dentro dessa hipótese, passa a pensar que, para escrever, precisamos de uma quantidade mínima de letras ou símbolos, e que eles têm variações dentro da palavra e entre uma palavra e outra.
Hipótese silábica
Os alunos que estão nessa hipótese passam por uma significativa evolução, pois compreendem que a escrita é a representação da fala e estabelecem relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba e atribuindo a cada sílaba uma letra, que pode ou não ter o valor sonoro convencional.
Com Emília Ferreiro, passamos a compreender melhor a importância de se propor a interação entre alunos em diferentes hipóteses, pois eles aprendem e se desenvolvem a partir desse confronto, durante as interações e nas relações estabelecidas em práticas de linguagem significativas.
Nossa prática educativa deve prever e oportunizar momentos para esses alunos em diferentes hipóteses. Nosso foco deve ser no que eles já sabem, e não no que eles ainda não sabem. Essas atividades devem ser organizadas e desenvolvidas levando em conta os agrupamentos produtivos. 
A seguir, indico duas atividades que envolvem leitura e escrita para alunos que se encontram nas hipóteses pré-silábico e silábico:
Escrita de lista: Nomes dos alunos da turma
Os alunos devem escrever uma lista com nomes da turma. Eles serão utilizados também para consulta na hora de etiquetar materiais escolares. A atividade deve ser realizada em duplas. O aluno pré-silábico dita os nomes a serem escritos e o aluno em hipótese silábica escreve.
Assim começa o primeiro conflito para os alunos do primeiro nível, que ainda não associam a escrita à fala. A fala é associada à escrita em um contexto real no processo de ditar para outra pessoa escrever.
Para os alunos que escrevem, surgem dúvidas e descobertas sobre como escrever, quais e quantas letras usar, como escrever diferenciando nomes de tantos colegas de turma. Hora de fazer perguntas sobre as letras que iniciam, nomes com sons parecidos, sobre a quantidade de letras usadas, entre outros questionamentos, e pedir que leiam, mostrando com o dedo onde estão lendo.
Para completar e finalizar essa etapa, você pode oferecer as letras móveis que compõem o nome escrito, para que os alunos comparem as escritas e percebam diferenças e semelhanças. Depois, para validar a atividade, ofereça a lista completa dos nomes para os alunos buscarem aqueles que escreveram.
As duplas não precisam necessariamente escrever toda a lista, ela pode ser dividida. Cada dupla escreve pelo menos cinco nomes. Essa atividade pode ser feita toda semana, com a escrita de outras listas.
Dá trabalho! Exige atenção quase que individualizada, boas perguntas que levem à reflexão e orientações para que escrevam da melhor maneira possível. 
Leitura de texto de memória
Para a atividade, é necessário organizar a turma em grupos de no máximo quatro alunos, da seguinte maneira:
2 pré-silábicos
1 silábico sem valor sonoro
1 silábico com valor sonoro
Proponha a leitura de textos de memória. Para cada grupo, um texto diferente. Podem ser parlendas ou músicas de brincadeiras, como "Pirulito que bate bate", "Corre cotia", etc.
Escreva o texto em cartazes, usando letras maiúsculas, e fixe-os na lousa. Para os alunos, apresente o mesmo texto em frases separadas. A ideia é confrontar conhecimentos de hipóteses nos grupos.
Primeiro, a turma toda brinca cantando ou recitando os versos. Depois você deve ler o texto do cartaz de cada grupo, mostrando onde está lendo. Faça isso algumas vezes.
Proponha, em seguida, o desafio: montar os versos do texto na ordem correta. Acompanhe cada grupo, fazendo questionamentos sobre as palavras, seus sons que se repetem, frases que iniciam o texto. Peça que eles circulem palavras em destaque, como pirulito.
Para finalizar, cada grupo deve ler o texto para turma. Lembre-se que os alunos já leem, mesmo ainda sem saber ler convencionalmente. Em atividades como essas é que a leitura passa a ter sentido. Essa atividade pode ser realizada toda semana. Você logo vai perceber a evolução da leitura da turma.
São atividades simples, mas muitas vezes, na busca de práticas inovadoras, esquecemos que o básico é uma boa base de aprendizagem. Na semana que vem, continuo falando um pouco sobre cada hipótese de escrita e que tipo de atividade pode ser feita para elas.

Artigo escrito por: Mara Mansani




Frederico Fröbel, o pedagogo que inventou o Jardim de Infância


"A educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana, com todos os seus poderes funcionando com harmonia e completa, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, se elevando do plano animal e continuaria a se desenvolver até sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal". (FROEBEL, 1826)

Froebel nasceu em Oberweißbach, sudoeste da Prússia, em 21 de abril de 1782. Sendo o sexto filho do pastor protestante Johann Jakob Froebel e de Eleanore Hoffmann.

Froebel foi o primeiro educador a enfatizar o brinquedo, a atividade lúdica, a apreender o significado da família nas relações humanas. Suas ideias foram expostas depois, em 1826, em sua mais importante obra, “Die Menschenerziehung”, “A Educação do Homem”. Ainda neste ano começa a publicação de um jornal semanal -A Família Educadora - destinado a divulgar seu sistema de educação.

Foi também discípulo de Pestalozzi, com quem estudou, em Yverdon, tomando contato com o "Emílio" de Rousseau que tanta influência iria ter na sua pedagogia. Em 1816, fundou, em Keilhau, na Turíngia, o Instituto Alemão de Educação Universal, seguindo o modelo das escolas fundadas por _Pestalozzi. O programa de estudos incluía o Alemão, a Aritmética, o Desenho, o Canto, a Religião, a Geografia, a Música, o Grego e a Ginástica.

Sua obra mais importante é publicada em 1826, A Educação do Homem. Em seguida, foi morar na Suíça, onde treinou professores e dirigiu um orfanato. Todas essas experiências serviram de inspiração para que ele fundasse o primeiro jardim de infância, na cidade alemã de Blankenburg. Paralelamente, administrou uma gráfica que imprimiu instruções de brincadeiras e canções para serem aplicadas em escolas e em casa.

Em 1840, Froebel descobre, como que por intuição, o nome apropriado para essa etapa no processo educativo. Será um local onde a criança pequena poderá engajar-se plenamente na atividade criativa: o jardim de infância, "kindergarten". Ali a criança pode desenvolver-se e crescer naturalmente, sem restrições".

Foi ele o primeiro pedagogo a desenvolver jogos e materiais educativos especificamente apropriados ao jardim de infância. "Através de conferências e aulas práticas, Froebel divulga as suas ideias. Também funda e dirige dois institutos para a formação de professores para essa nova e indispensável etapa no processo educativo.

FROEBEL E A EDUCAÇÃO INFANTIL

Froebel marca a história da educação infantil ao fundar o primeiro Jardim de Infância, o Kindergarten, que era constituído como um centro de jogos, organizado segundo seus princípios e destinado as crianças menores de 6 anos. Seria um ambiente não apenas de aprendizado dos conteúdos tradicionais, mas um espaço ideal onde as crianças e adolescentes estariam livres para aprender sobre si mesmos e sobre o mundo (Construtivismo) tendo a criança como ser ativo do processo de aprendizagem (Vygostsky) .

Em sua metodologia, Froebel valorizou a infância que passou, entre os séculos 18 e 19, a ser encarada como uma fase da vida com particularidades bem marcantes e com duração longa. Dessa época também ressaltamos o surgimento do conceito de adolescência.

Jardim de infância é um termo criado pelo alemão Friedrich Froebel (1782-1852), que foi um dos primeiros educadores a se preocupar com a educação de crianças. Na tentativa de criar um espaço singular para que um _tipo especial de educação fosse realizado, por algum tempo pensou em uma palavra que pudesse explicar esse espaço, denominado por ele Kindergarten, ou "Jardim de infância" em português.

O Jardim de Infância da Escola Froebeliana caracteriza-se por atividades como: canto, jogos, pinturas, palestras, jardinagem, modelagem, olhar gravuras e ouvir histórias (Aprendizagem por meio Lúdico). Froebel criou um material pedagógico muito rico, constituído por sólidos geométricos, gravuras coloridas, trabalhos manuais que consistiam em exercícios sensório-motores (pintura, desenho, recorte, colagem, tecelagem, bordados, etc.), utilizando alguns princípios fundamentais para o processo de ensino da criança: auto realização / auto atividade (a compreensão das coisas da vida, na prática, é mais frutífera e formativa que a simples compreensão teórica); finalidade (realização plena das potencialidades do eu interior, por meio do empenho em se trabalhar um ser livre, independente e disciplinado); o ambiente (propiciar o desenvolvimento máximo das crianças e sua integração).

Assim como a linguagem, Fröebel valorizava a música ( Musicalização Infantil). Muitas das atividades eram desenvolvidas com música, pois acreditava que através da música era possível despertar sentimentos que as palavras, muitas vezes, não conseguem expressar. Sugere uma série de canções para esses momentos e publica em 1844 a obra ‘Canções para a mãe que acalenta o filho’. Esse livro dedicado às mães, com várias canções para ajudá-las a estimular sensorialmente a criança, além de brincar com ela no primeiro mês de vida.

Em toda sua metodologia, Fröebel deixa claro que é por meio da arte – canto, poesia, desenho, pintura, escultura (Pedagogia de Platão) – que o homem, desde a mais tenra idade tenta expressar-se. Sendo assim, ele faz parte de todas as culturas, devendo ser cultivada, pois a criança ao chegar à maturidade, mesmo não sendo um artista, poderá ser um contemplador da arte e do belo.

Toda essa contribuição fez de Fröebel o primeiro pedagogo da educação infantil, o primeiro a romper com a educação verbal e tradicionalista de sua época. Ele propôs uma educação voltada à sensibilidade, baseada na utilização dos jogos e materiais didáticos, que deveriam traduzir por si a crença em uma educação que atendesse a natureza infantil.

A avaliação para Froebel deveria ser feita analisando dois aspectos: como a criança realiza suas atividades enquanto pessoa dentro de um contexto social e como a criança usa os materiais para efetivar as atividades. Quanto à relação professor-aluno, compara o aluno com uma planta e o professor como mãe – jardineiro. É necessário acompanhar o desenvolvimento da criança, se fazer presente, cuidar e proporcionar as melhores condições de crescimento; através de afeto, amizade e uma relação construtiva, humana e justa.

Sobre os materiais pedagógicos idealizou recursos sistematizados para as crianças se expressarem: blocos de construção que eram utilizados pelas crianças em suas atividades criadoras, papel, papelão, argila e serragem. Também destaca os dons que eram bola, cubo e cilindro, os blocos eram utilizados em uma medida bem restrita, enquanto as demais atividades eram mais livres. Todos os jogos que envolvem os dons sempre começavam com as pessoas formando círculos, dançando, movendo-se e cantando.

Froebel considerava a Educação Infantil indispensável para a formação da criança - e essa ideia foi aceita por grande parte dos teóricos da educação que vieram depois dele. O objetivo das atividades nos jardins-de-infância era possibilitar brincadeiras criativas. As atividades e o material escolar eram determinados de antemão, para oferecer o máximo de oportunidades de tirar proveito educativo da atividade lúdica. Froebel desenhou círculos, esferas, cubos e outros objetos que tinham por objetivo estimular o aprendizado. Eles eram feitos de material macio e manipulável, geralmente com partes desmontáveis. As brincadeiras eram acompanhadas de músicas, versos e dança.

Os objetos criados por Froebel eram chamados de "Dons" ou "presentes" e havia regras para usá-los, que precisariam ser dominadas para garantir o aproveitamento pedagógico. As brincadeiras previstas por Froebel eram, quase sempre, ao ar livre para que a turma interagisse com o ambiente. "Todos os jogos que envolviam os ‘Dons’ começavam com as pessoas formando círculos, movendo-se e cantando, pois assim conseguiam atingir a perfeita unidade". Para Froebel, era importante acostumar as crianças aos trabalhos manuais. As atividades ligadas as habilidades expressivas e sensórias despertariam o germe do trabalho em equipe, que, segundo o educador alemão, seria uma imitação da criação do universo por Deus.

Por meio dos brinquedos que desenvolveu, Froebel previu uma educação que ao mesmo tempo permite o treino de habilidades que elas já possuem e o surgimento de novas. Dessa forma seria possível aos alunos exteriorizar seu mundo interno e interiorizar as novidades vindas de fora.  Ao mesmo tempo em que pensou sobre a prática escolar, ele se dedicou a criar um sistema filosófico que lhe desse sustentação para tal teoria.


CONTRIBUIÇÕES DE FROEBEL
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

A grande contribuição de Froebel para educação reside em seus estudos e aplicações práticas acerca dos Jardins de Infância, dos quais é considerado o iniciador. Reformador e idealizador educacional de primeira grandeza, professor universitário, com experiência em trabalhos práticos, enfatizou a importância da criança, destacando suas atividades estimuladas e sobretudo o lúdico no processo de aprendizagem da criança.

Devido ao seu temperamento introspectivo passou a observar e interpretar as atividades das crianças, despertando um grande interesse pelas experiências de natureza infantil. Após várias tentativas em encontrar uma profissão de acordo com sua vocação, acabou por descobrir na atividade educativa uma sua aptidão que correspondia aos seus anseios. Sua vida acadêmica iniciou-se com a escola primária, depois entrou para a Universidade de Iena, onde revelou grande aptidão para a matemática, ciências naturais, agricultura e arquitetura. Tornou-se em seguida, professor da escola de Grüner e discípulo de Pestalozzi.

A escola, para Froebel, é o lugar onde a criança deve aprender as coisas importantes da vida, os elementos essências da verdade, da justiça, da personalidade livre, da responsabilidade, da iniciativa, das relações causais e outras semelhantes, não as estudando, mas vivendo-as”. Para que tal vivência ocorra, Froebel considera de muita importância o brinquedo, o trabalho manual e o estudo da natureza, enquanto processos espontâneos na criança e, ao mesmo tempo, meios educativos. Partindo dos interesses e tendências inatos na criança para a ação, o jardim de infância deve ajudar os alunos a expressarem-se e a desenvolverem-se, baseando-se na auto _atividade.

A aquisição de conhecimentos está em segundo plano, subordinado ao crescimento através da atividade. O gesto, o canto e a linguagem são as formas de expressão de sentimentos e ideias apropriadas à educação infantil.

A história contada pela professora, por exemplo, deve ser expressa pela criança não somente na sua própria linguagem, mas por meio de canções, representações, figuras ou construção de objetos simples com papel, barro ou outro material adequado. Deste modo, as ideias são olhos treinados, os músculos coordenados, e a natureza moral fortalecida pelo esforço para realizar, de forma concreta e objetiva, os motivos superiores e os sentimentos despertados.

A mais luminosa ideia com que Froebel contribuiu para a Pedagogia Moderna foi a de que o ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo, e não meramente receptivo. O homem é uma força motriz e não uma esponja que absorve conhecimento do exterior.

O objetivo do ensino é sempre extrair mais do homem do que colocar mais e mais dentro dele. A criança não deve ser iniciada em nenhum novo assunto enquanto não estiver madura para ele. Educação, para Froebel, é um processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade. Enquanto os brinquedos físicos davam força e poder ao corpo, as histórias desenvolviam o poder da mente. As excursões a montanhas e vales eram semanais na escola de Froebel. Na sua opinião, a natureza tinha um enorme poder para auxiliar o menino a compreender a si mesmo e aos outros.

Froebel, valorizava a família, tanto quanto Pestalozzi, abrangendo a função familiar aos planos biológico, social, religioso e educacional. Foi o primeiro educador a captar o significado da família nas relações humanas.

O educador acreditava que as crianças trazem consigo uma metodologia natural que as leva a aprender de acordo com seus interesses e por meio de atividade prática. Ele combatia o excesso de abstração da educação de seu tempo, argumentando que ele afastava os alunos do aprendizado. Na primeira infância, dizia, o importante é trabalhar a percepção e a aquisição da linguagem. No período propriamente escolar, seria a vez de trabalhar religião, ciências naturais, matemática, linguagem e artes. Froebel defendia a educação sem imposições às crianças porque, _segundo sua teoria, elas passam por diferentes estágios de capacidade de aprendizado, com características específicas, antecipando as ideias do suíço Jean Piaget (1896-1980). Froebel detectou três estágios: primeira infância, infância e idade escolar.

Valorizou também a linguagem como sendo a primeira forma de expressão do ser humano, a partir da qual se podem expressar os sentimentos; o desenho também teve grande significado para sua pedagogia, o qual segundo Froebel, desenvolve a habilidade de pensar abstratamente. Outro ponto importante foi o que ele chama de atividades construtivas, nas quais o menino deve participar do trabalho da casa, como por exemplo cultivar seu próprio jardim, de uma a duas horas diárias.


A LUDICIDADE E A EDUCAÇÃO INFANTIL
PARA FROEBEL

A criança deve ter todas as possibilidades de entregar-se aos jogos e às atividades recreativas, que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos devem esforçar-se por favorecer o gozo deste direito. (DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA, 1959).

Ao longo de seu trabalho Froebel pode analisar a importância do jogo para o desenvolvimento da criança de maneira integral, com todas as suas potencialidades. E que as atividades devem ser orientadas não apenas para a diversão, mas para os fins visados pela educação das crianças. Ele ressalta em suas pesquisas, que a brincadeira é a chave para nos comunicarmos com as crianças.

A brincadeira é uma característica essencial na vida das crianças e constitui-se como atividade fundamental para o desenvolvimento da identidade da criança. Daí a importância dada por Froebel ao desenvolvimento de atividades lúdicas nesta fase tão importante do desenvolvimento do ser humano. Ele foi o primeiro educador a utilizar o _brinquedo, como atividade, nas escolas; as atividades e os desenhos que envolvem movimento e os ritmos eram muito importantes.

Para a criança passar a se conhecer, o primeiro passo seria chamar a atenção para os membros de seu próprio corpo, para depois chegar aos movimentos das partes do corpo. Os blocos de construção, chamados de materiais específicos, eram usados pelas crianças nas suas atividades criadoras. Trabalhava-se com outros tipos de materiais, como: papel, papelão, argila e serragem.

Froebel em suas pesquisas comprovou que a utilização das brincadeiras colabora e muito para o desenvolvimento da criança nesta fase, bem como, a importância da utilização do brinquedo como prática pedagógica. Com as brincadeiras, a criança pode se projetar para o futuro por meio da imaginação, além de ajudar as crianças a desenvolverem a sociabilidade, o psicológico e o psicomotor, contribuindo para o desenvolvimento da criatividade e potencialidades de cada uma.

Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que se leva a considerar o brincar parte integrante da atividade educativa. Além de possibilitar o exercício daquilo que é próprio no processo de desenvolvimento e aprendizagem, brincar é uma situação em que a criança constitui significados, sendo formada tanto para a assimilação dos papéis sociais e compreensão das relações afetivas que ocorrem em seu meio, como para a construção do conhecimento.

O jogo e a brincadeira são sempre situações em que a criança realiza, constrói e se apropria de conhecimentos das mais diversas ordens. Eles possibilitam, igualmente, a construção de categorias e a ampliação dos conceitos das várias áreas do conhecimento. Neste aspecto, o brincar assume papel didático e pode ser explorado no processo educativo.

Brincar é uma atividade universal, encontrada nos vários grupos humanos, em diferentes períodos históricos e estágios de desenvolvimento econômico. Evidentemente, as várias modalidades lúdicas não existem em todas as épocas e também não permanecem imutáveis através dos tempos. Como toda atividade humana, o brincar se constitui na interação de vários fatores que marcam determinado momento histórico sendo transformado pela própria ação dos indivíduos e por suas produções cultural e tecnológica. Os jogos e as brincadeiras são assim transformados continuamente (OLIVEIRA, 1992. p. 17).

Froebel utilizou a brincadeira para analisar o comportamento das crianças. Ele observava muito a maneira de agir das crianças e chegou a conclusão que elas se valiam de símbolos na hora de brincar. Sua filosofia deixou grandes contribuições para a educação infantil e se tornou referencial para a pedagogia, filosofia, psicologia entre outras áreas do conhecimento.

Foi preciso que houvesse uma profunda mudança da imagem da criança na sociedade para que se pudesse associar uma visão positiva a suas atividades espontâneas, surgindo como decorrência à valorização dos jogos e brinquedos. O aparecimento do jogo e do brinquedo como fator do desenvolvimento infantil proporcionou um campo amplo de estudos e pesquisas e hoje é questão de consenso a importância do lúdico.

“Entretanto, sugere que, no início, a educação deve ser "somente protetora, guardadora e não prescritiva, categórica, interferidora" e que o desenvolvimento da humanidade requer a liberdade de ação do ser humano, "a livre e espontânea representação do divino no homem", "objeto de toda educação bem como o destino do homem". Entende que é destino da criança “viver de acordo com sua natureza, tratada corretamente, e deixada livre, para que use todo seu poder”. A criança precisa aprender cedo como encontrar por si mesmo o centro de todos os seus poderes e membros, para agarrar e pegar com suas próprias mãos, andar com seus próprios pés, encontrar e observar com seus próprios olhos “ Conceito da Autonomia” (FROEBEL, 1912, p.11).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARCE, Alessandra. A pedagogia na “era das revoluções”: uma análise do pensamento de Pestalozzi e Froebel. Campinas: Autores Associados, 2002.


FRIEDRICH FROEBEL (1782 A 1852). Disponível: www.pedagogiaespirita.org/ escola_virtual/pedagogia/froebel.htm> Acesso em: 15abr.2010


Artigo > Prof. Marcos L Souza
Licenciado em: Pedagogia, História, Música e Educação Física . Pós-graduado em Psicopedagogia, Ed especial, Alfabetização e Letramento, Ludipedagogia.  Mestre em Educação e Ciências da Religião. Consultor, formador de educação Inclusiva, pesquisador, palestrante, escritor e cronista. Mestre em Educação e Ciências da Religião. Membro da ULA ( União Literária de Anápolis). Membro da ALBA (Academia de Letras do Brasil cadeira 23).

Informações >  Whatsapp 62 99222 5377 Assessoria  e consultoria Pedagógica.




"A educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana, com todos os seus poderes funcionando com harmonia e completa, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, se elevando do plano animal e continuaria a se desenvolver até sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal". (FROEBEL, 1826)

Froebel nasceu em Oberweißbach, sudoeste da Prússia, em 21 de abril de 1782. Sendo o sexto filho do pastor protestante Johann Jakob Froebel e de Eleanore Hoffmann.

Froebel foi o primeiro educador a enfatizar o brinquedo, a atividade lúdica, a apreender o significado da família nas relações humanas. Suas ideias foram expostas depois, em 1826, em sua mais importante obra, “Die Menschenerziehung”, “A Educação do Homem”. Ainda neste ano começa a publicação de um jornal semanal -A Família Educadora - destinado a divulgar seu sistema de educação.

Foi também discípulo de Pestalozzi, com quem estudou, em Yverdon, tomando contato com o "Emílio" de Rousseau que tanta influência iria ter na sua pedagogia. Em 1816, fundou, em Keilhau, na Turíngia, o Instituto Alemão de Educação Universal, seguindo o modelo das escolas fundadas por _Pestalozzi. O programa de estudos incluía o Alemão, a Aritmética, o Desenho, o Canto, a Religião, a Geografia, a Música, o Grego e a Ginástica.

Sua obra mais importante é publicada em 1826, A Educação do Homem. Em seguida, foi morar na Suíça, onde treinou professores e dirigiu um orfanato. Todas essas experiências serviram de inspiração para que ele fundasse o primeiro jardim de infância, na cidade alemã de Blankenburg. Paralelamente, administrou uma gráfica que imprimiu instruções de brincadeiras e canções para serem aplicadas em escolas e em casa.

Em 1840, Froebel descobre, como que por intuição, o nome apropriado para essa etapa no processo educativo. Será um local onde a criança pequena poderá engajar-se plenamente na atividade criativa: o jardim de infância, "kindergarten". Ali a criança pode desenvolver-se e crescer naturalmente, sem restrições".

Foi ele o primeiro pedagogo a desenvolver jogos e materiais educativos especificamente apropriados ao jardim de infância. "Através de conferências e aulas práticas, Froebel divulga as suas ideias. Também funda e dirige dois institutos para a formação de professores para essa nova e indispensável etapa no processo educativo.

FROEBEL E A EDUCAÇÃO INFANTIL

Froebel marca a história da educação infantil ao fundar o primeiro Jardim de Infância, o Kindergarten, que era constituído como um centro de jogos, organizado segundo seus princípios e destinado as crianças menores de 6 anos. Seria um ambiente não apenas de aprendizado dos conteúdos tradicionais, mas um espaço ideal onde as crianças e adolescentes estariam livres para aprender sobre si mesmos e sobre o mundo (Construtivismo) tendo a criança como ser ativo do processo de aprendizagem (Vygostsky) .

Em sua metodologia, Froebel valorizou a infância que passou, entre os séculos 18 e 19, a ser encarada como uma fase da vida com particularidades bem marcantes e com duração longa. Dessa época também ressaltamos o surgimento do conceito de adolescência.

Jardim de infância é um termo criado pelo alemão Friedrich Froebel (1782-1852), que foi um dos primeiros educadores a se preocupar com a educação de crianças. Na tentativa de criar um espaço singular para que um _tipo especial de educação fosse realizado, por algum tempo pensou em uma palavra que pudesse explicar esse espaço, denominado por ele Kindergarten, ou "Jardim de infância" em português.

O Jardim de Infância da Escola Froebeliana caracteriza-se por atividades como: canto, jogos, pinturas, palestras, jardinagem, modelagem, olhar gravuras e ouvir histórias (Aprendizagem por meio Lúdico). Froebel criou um material pedagógico muito rico, constituído por sólidos geométricos, gravuras coloridas, trabalhos manuais que consistiam em exercícios sensório-motores (pintura, desenho, recorte, colagem, tecelagem, bordados, etc.), utilizando alguns princípios fundamentais para o processo de ensino da criança: auto realização / auto atividade (a compreensão das coisas da vida, na prática, é mais frutífera e formativa que a simples compreensão teórica); finalidade (realização plena das potencialidades do eu interior, por meio do empenho em se trabalhar um ser livre, independente e disciplinado); o ambiente (propiciar o desenvolvimento máximo das crianças e sua integração).

Assim como a linguagem, Fröebel valorizava a música ( Musicalização Infantil). Muitas das atividades eram desenvolvidas com música, pois acreditava que através da música era possível despertar sentimentos que as palavras, muitas vezes, não conseguem expressar. Sugere uma série de canções para esses momentos e publica em 1844 a obra ‘Canções para a mãe que acalenta o filho’. Esse livro dedicado às mães, com várias canções para ajudá-las a estimular sensorialmente a criança, além de brincar com ela no primeiro mês de vida.

Em toda sua metodologia, Fröebel deixa claro que é por meio da arte – canto, poesia, desenho, pintura, escultura (Pedagogia de Platão) – que o homem, desde a mais tenra idade tenta expressar-se. Sendo assim, ele faz parte de todas as culturas, devendo ser cultivada, pois a criança ao chegar à maturidade, mesmo não sendo um artista, poderá ser um contemplador da arte e do belo.

Toda essa contribuição fez de Fröebel o primeiro pedagogo da educação infantil, o primeiro a romper com a educação verbal e tradicionalista de sua época. Ele propôs uma educação voltada à sensibilidade, baseada na utilização dos jogos e materiais didáticos, que deveriam traduzir por si a crença em uma educação que atendesse a natureza infantil.

A avaliação para Froebel deveria ser feita analisando dois aspectos: como a criança realiza suas atividades enquanto pessoa dentro de um contexto social e como a criança usa os materiais para efetivar as atividades. Quanto à relação professor-aluno, compara o aluno com uma planta e o professor como mãe – jardineiro. É necessário acompanhar o desenvolvimento da criança, se fazer presente, cuidar e proporcionar as melhores condições de crescimento; através de afeto, amizade e uma relação construtiva, humana e justa.

Sobre os materiais pedagógicos idealizou recursos sistematizados para as crianças se expressarem: blocos de construção que eram utilizados pelas crianças em suas atividades criadoras, papel, papelão, argila e serragem. Também destaca os dons que eram bola, cubo e cilindro, os blocos eram utilizados em uma medida bem restrita, enquanto as demais atividades eram mais livres. Todos os jogos que envolvem os dons sempre começavam com as pessoas formando círculos, dançando, movendo-se e cantando.

Froebel considerava a Educação Infantil indispensável para a formação da criança - e essa ideia foi aceita por grande parte dos teóricos da educação que vieram depois dele. O objetivo das atividades nos jardins-de-infância era possibilitar brincadeiras criativas. As atividades e o material escolar eram determinados de antemão, para oferecer o máximo de oportunidades de tirar proveito educativo da atividade lúdica. Froebel desenhou círculos, esferas, cubos e outros objetos que tinham por objetivo estimular o aprendizado. Eles eram feitos de material macio e manipulável, geralmente com partes desmontáveis. As brincadeiras eram acompanhadas de músicas, versos e dança.

Os objetos criados por Froebel eram chamados de "Dons" ou "presentes" e havia regras para usá-los, que precisariam ser dominadas para garantir o aproveitamento pedagógico. As brincadeiras previstas por Froebel eram, quase sempre, ao ar livre para que a turma interagisse com o ambiente. "Todos os jogos que envolviam os ‘Dons’ começavam com as pessoas formando círculos, movendo-se e cantando, pois assim conseguiam atingir a perfeita unidade". Para Froebel, era importante acostumar as crianças aos trabalhos manuais. As atividades ligadas as habilidades expressivas e sensórias despertariam o germe do trabalho em equipe, que, segundo o educador alemão, seria uma imitação da criação do universo por Deus.

Por meio dos brinquedos que desenvolveu, Froebel previu uma educação que ao mesmo tempo permite o treino de habilidades que elas já possuem e o surgimento de novas. Dessa forma seria possível aos alunos exteriorizar seu mundo interno e interiorizar as novidades vindas de fora.  Ao mesmo tempo em que pensou sobre a prática escolar, ele se dedicou a criar um sistema filosófico que lhe desse sustentação para tal teoria.


CONTRIBUIÇÕES DE FROEBEL
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

A grande contribuição de Froebel para educação reside em seus estudos e aplicações práticas acerca dos Jardins de Infância, dos quais é considerado o iniciador. Reformador e idealizador educacional de primeira grandeza, professor universitário, com experiência em trabalhos práticos, enfatizou a importância da criança, destacando suas atividades estimuladas e sobretudo o lúdico no processo de aprendizagem da criança.

Devido ao seu temperamento introspectivo passou a observar e interpretar as atividades das crianças, despertando um grande interesse pelas experiências de natureza infantil. Após várias tentativas em encontrar uma profissão de acordo com sua vocação, acabou por descobrir na atividade educativa uma sua aptidão que correspondia aos seus anseios. Sua vida acadêmica iniciou-se com a escola primária, depois entrou para a Universidade de Iena, onde revelou grande aptidão para a matemática, ciências naturais, agricultura e arquitetura. Tornou-se em seguida, professor da escola de Grüner e discípulo de Pestalozzi.

A escola, para Froebel, é o lugar onde a criança deve aprender as coisas importantes da vida, os elementos essências da verdade, da justiça, da personalidade livre, da responsabilidade, da iniciativa, das relações causais e outras semelhantes, não as estudando, mas vivendo-as”. Para que tal vivência ocorra, Froebel considera de muita importância o brinquedo, o trabalho manual e o estudo da natureza, enquanto processos espontâneos na criança e, ao mesmo tempo, meios educativos. Partindo dos interesses e tendências inatos na criança para a ação, o jardim de infância deve ajudar os alunos a expressarem-se e a desenvolverem-se, baseando-se na auto _atividade.

A aquisição de conhecimentos está em segundo plano, subordinado ao crescimento através da atividade. O gesto, o canto e a linguagem são as formas de expressão de sentimentos e ideias apropriadas à educação infantil.

A história contada pela professora, por exemplo, deve ser expressa pela criança não somente na sua própria linguagem, mas por meio de canções, representações, figuras ou construção de objetos simples com papel, barro ou outro material adequado. Deste modo, as ideias são olhos treinados, os músculos coordenados, e a natureza moral fortalecida pelo esforço para realizar, de forma concreta e objetiva, os motivos superiores e os sentimentos despertados.

A mais luminosa ideia com que Froebel contribuiu para a Pedagogia Moderna foi a de que o ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo, e não meramente receptivo. O homem é uma força motriz e não uma esponja que absorve conhecimento do exterior.

O objetivo do ensino é sempre extrair mais do homem do que colocar mais e mais dentro dele. A criança não deve ser iniciada em nenhum novo assunto enquanto não estiver madura para ele. Educação, para Froebel, é um processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade. Enquanto os brinquedos físicos davam força e poder ao corpo, as histórias desenvolviam o poder da mente. As excursões a montanhas e vales eram semanais na escola de Froebel. Na sua opinião, a natureza tinha um enorme poder para auxiliar o menino a compreender a si mesmo e aos outros.

Froebel, valorizava a família, tanto quanto Pestalozzi, abrangendo a função familiar aos planos biológico, social, religioso e educacional. Foi o primeiro educador a captar o significado da família nas relações humanas.

O educador acreditava que as crianças trazem consigo uma metodologia natural que as leva a aprender de acordo com seus interesses e por meio de atividade prática. Ele combatia o excesso de abstração da educação de seu tempo, argumentando que ele afastava os alunos do aprendizado. Na primeira infância, dizia, o importante é trabalhar a percepção e a aquisição da linguagem. No período propriamente escolar, seria a vez de trabalhar religião, ciências naturais, matemática, linguagem e artes. Froebel defendia a educação sem imposições às crianças porque, _segundo sua teoria, elas passam por diferentes estágios de capacidade de aprendizado, com características específicas, antecipando as ideias do suíço Jean Piaget (1896-1980). Froebel detectou três estágios: primeira infância, infância e idade escolar.

Valorizou também a linguagem como sendo a primeira forma de expressão do ser humano, a partir da qual se podem expressar os sentimentos; o desenho também teve grande significado para sua pedagogia, o qual segundo Froebel, desenvolve a habilidade de pensar abstratamente. Outro ponto importante foi o que ele chama de atividades construtivas, nas quais o menino deve participar do trabalho da casa, como por exemplo cultivar seu próprio jardim, de uma a duas horas diárias.


A LUDICIDADE E A EDUCAÇÃO INFANTIL
PARA FROEBEL

A criança deve ter todas as possibilidades de entregar-se aos jogos e às atividades recreativas, que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos devem esforçar-se por favorecer o gozo deste direito. (DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA, 1959).

Ao longo de seu trabalho Froebel pode analisar a importância do jogo para o desenvolvimento da criança de maneira integral, com todas as suas potencialidades. E que as atividades devem ser orientadas não apenas para a diversão, mas para os fins visados pela educação das crianças. Ele ressalta em suas pesquisas, que a brincadeira é a chave para nos comunicarmos com as crianças.

A brincadeira é uma característica essencial na vida das crianças e constitui-se como atividade fundamental para o desenvolvimento da identidade da criança. Daí a importância dada por Froebel ao desenvolvimento de atividades lúdicas nesta fase tão importante do desenvolvimento do ser humano. Ele foi o primeiro educador a utilizar o _brinquedo, como atividade, nas escolas; as atividades e os desenhos que envolvem movimento e os ritmos eram muito importantes.

Para a criança passar a se conhecer, o primeiro passo seria chamar a atenção para os membros de seu próprio corpo, para depois chegar aos movimentos das partes do corpo. Os blocos de construção, chamados de materiais específicos, eram usados pelas crianças nas suas atividades criadoras. Trabalhava-se com outros tipos de materiais, como: papel, papelão, argila e serragem.

Froebel em suas pesquisas comprovou que a utilização das brincadeiras colabora e muito para o desenvolvimento da criança nesta fase, bem como, a importância da utilização do brinquedo como prática pedagógica. Com as brincadeiras, a criança pode se projetar para o futuro por meio da imaginação, além de ajudar as crianças a desenvolverem a sociabilidade, o psicológico e o psicomotor, contribuindo para o desenvolvimento da criatividade e potencialidades de cada uma.

Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que se leva a considerar o brincar parte integrante da atividade educativa. Além de possibilitar o exercício daquilo que é próprio no processo de desenvolvimento e aprendizagem, brincar é uma situação em que a criança constitui significados, sendo formada tanto para a assimilação dos papéis sociais e compreensão das relações afetivas que ocorrem em seu meio, como para a construção do conhecimento.

O jogo e a brincadeira são sempre situações em que a criança realiza, constrói e se apropria de conhecimentos das mais diversas ordens. Eles possibilitam, igualmente, a construção de categorias e a ampliação dos conceitos das várias áreas do conhecimento. Neste aspecto, o brincar assume papel didático e pode ser explorado no processo educativo.

Brincar é uma atividade universal, encontrada nos vários grupos humanos, em diferentes períodos históricos e estágios de desenvolvimento econômico. Evidentemente, as várias modalidades lúdicas não existem em todas as épocas e também não permanecem imutáveis através dos tempos. Como toda atividade humana, o brincar se constitui na interação de vários fatores que marcam determinado momento histórico sendo transformado pela própria ação dos indivíduos e por suas produções cultural e tecnológica. Os jogos e as brincadeiras são assim transformados continuamente (OLIVEIRA, 1992. p. 17).

Froebel utilizou a brincadeira para analisar o comportamento das crianças. Ele observava muito a maneira de agir das crianças e chegou a conclusão que elas se valiam de símbolos na hora de brincar. Sua filosofia deixou grandes contribuições para a educação infantil e se tornou referencial para a pedagogia, filosofia, psicologia entre outras áreas do conhecimento.

Foi preciso que houvesse uma profunda mudança da imagem da criança na sociedade para que se pudesse associar uma visão positiva a suas atividades espontâneas, surgindo como decorrência à valorização dos jogos e brinquedos. O aparecimento do jogo e do brinquedo como fator do desenvolvimento infantil proporcionou um campo amplo de estudos e pesquisas e hoje é questão de consenso a importância do lúdico.

“Entretanto, sugere que, no início, a educação deve ser "somente protetora, guardadora e não prescritiva, categórica, interferidora" e que o desenvolvimento da humanidade requer a liberdade de ação do ser humano, "a livre e espontânea representação do divino no homem", "objeto de toda educação bem como o destino do homem". Entende que é destino da criança “viver de acordo com sua natureza, tratada corretamente, e deixada livre, para que use todo seu poder”. A criança precisa aprender cedo como encontrar por si mesmo o centro de todos os seus poderes e membros, para agarrar e pegar com suas próprias mãos, andar com seus próprios pés, encontrar e observar com seus próprios olhos “ Conceito da Autonomia” (FROEBEL, 1912, p.11).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARCE, Alessandra. A pedagogia na “era das revoluções”: uma análise do pensamento de Pestalozzi e Froebel. Campinas: Autores Associados, 2002.


FRIEDRICH FROEBEL (1782 A 1852). Disponível: www.pedagogiaespirita.org/ escola_virtual/pedagogia/froebel.htm> Acesso em: 15abr.2010


Artigo > Prof. Marcos L Souza
Licenciado em: Pedagogia, História, Música e Educação Física . Pós-graduado em Psicopedagogia, Ed especial, Alfabetização e Letramento, Ludipedagogia.  Mestre em Educação e Ciências da Religião. Consultor, formador de educação Inclusiva, pesquisador, palestrante, escritor e cronista. Mestre em Educação e Ciências da Religião. Membro da ULA ( União Literária de Anápolis). Membro da ALBA (Academia de Letras do Brasil cadeira 23).

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